O calor intenso que marcou o início da semana está com os dias contados em parte do Brasil. Uma frente fria começa a avançar pelo Sul a partir de quinta-feira (20) e abre caminho para uma massa de ar frio capaz de derrubar as temperaturas no Centro-Sul durante o fim de semana.
Antes da mudança, porém, o interior do país ainda enfrenta tardes muito quentes e ar seco. Há possibilidade de marcas acima de 40°C em alguns pontos, especialmente no Centro-Oeste, enquanto capitais do Sul e do Sudeste vivem uma rápida transição entre o calor e o frio.
A virada começa pelo Sul
A frente fria deve chegar primeiro ao Rio Grande do Sul e avançar pelos demais estados da Região Sul. Na sequência, o ar de origem polar ganha força e alcança áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A queda mais acentuada é esperada entre o fim de semana e o início da próxima semana. No Sul, diversas áreas podem registrar mínimas abaixo de 5°C, com possibilidade de temperaturas negativas nos pontos mais altos e tradicionalmente mais frios.
No Sudeste, os efeitos serão sentidos principalmente nas áreas mais próximas do Sul e nas regiões de maior altitude. Em alguns locais, os termômetros podem se aproximar de 10°C, depois de tardes quentes registradas poucos dias antes.
Capitais ainda têm calor antes da queda
Nesta terça-feira (18), a previsão citada pela Veja indicava máximas de 38°C em Cuiabá, 35°C em Campo Grande, 30°C em São Paulo, 31°C no Rio de Janeiro, 29°C em Belo Horizonte e 28°C em Curitiba. Porto Alegre, já sob influência da mudança no tempo, deveria chegar a aproximadamente 22°C.
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Goiás e áreas de Rondônia, Paraná, São Paulo e Minas Gerais ainda permanecem sob influência do calor antes da passagem do sistema. A intensidade da queda varia conforme a localização, a altitude, a nebulosidade e o deslocamento da massa de ar frio.
Frente fria não significa frio igual em todo lugar
A chegada de uma frente fria ocorre quando uma massa de ar mais frio avança sobre uma área ocupada por ar mais quente. Essa interação pode aumentar a nebulosidade, mudar a direção do vento e provocar chuva em determinadas regiões, mas os efeitos não são uniformes.
Por isso, moradores devem acompanhar a previsão atualizada para o próprio município. Pequenas mudanças na trajetória ou na velocidade do sistema podem alterar o horário da virada, o volume de chuva e as temperaturas previstas.
A mudança brusca também exige atenção de idosos, crianças, pessoas em situação de rua e quem tem doenças respiratórias. A recomendação é manter agasalhos por perto, evitar exposição prolongada ao frio e buscar atendimento se houver piora importante de sintomas.
Fontes: Veja e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
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