A cantora Débora Cruz morreu aos 45 anos nesta terça-feira (21), no Rio de Janeiro. Conhecida por sua atuação no samba e por trabalhos como cantora de apoio, ela era sobrinha de Arlindo Cruz e filha do compositor Acyr Marques.
A morte foi confirmada pelo cantor Arlindinho, primo de Débora, por meio de uma publicação nas redes sociais. Na homenagem, ele destacou a voz da artista e lamentou a perda enfrentada pela família.
Débora estava internada desde o início de julho, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Apesar da informação sobre a internação, a causa oficial da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
A trajetória musical começou ainda na infância, quando Débora cantava em uma igreja evangélica. Ao longo da carreira, ela participou de gravações como backing vocal de artistas como Xande de Pilares, Reinaldo, Beleleu e do próprio tio, Arlindo Cruz.
A cantora também teve ligação com o carnaval carioca. Passou pelas escolas de samba Arranco de Cascadura e Mocidade Independente de Padre Miguel, além de integrar o grupo de cantores de apoio da Unidos do Viradouro.
Nas rodas de samba, Débora também mantinha viva a obra do pai, Acyr Marques, interpretando composições como “Coisa de Pele”, parceria com Jorge Aragão, “Insensato Destino”, gravada por Almir Guineto, e “Casal Sem Vergonha”, composta com Zeca Pagodinho.
Artistas e familiares publicaram mensagens de despedida e destacaram a contribuição de Débora para o samba. A cantora Teresa Cristina e a prima Flora Cruz estiveram entre as pessoas que lamentaram publicamente a morte da artista.