INVESTIGAÇÃO

Caso Samylle tem nova prisão: tia de menina de 4 anos é detida no RS

Polícia afirma que a mulher demorou cerca de três horas para buscar atendimento após perceber a gravidade do estado da sobrinha. O tio da menina já estava preso e confessou as agressões, segundo a investigação.

Por · · Atualizado: 27/08/2026 23:49
Caso Samylle teve uma nova prisão nesta quinta-feira (27), após avanço das investigações sobre a morte da menina de 4 anos. Foto: Reprodução/Redes sociais.

O Caso Samylle ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (27) com a prisão preventiva da tia da menina de 4 anos que morreu após chegar sem vida a uma unidade de pronto atendimento de Porto Alegre.

A mulher, de 22 anos, havia sido inicialmente tratada como testemunha durante a investigação. Agora, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, ela também é investigada pela morte da criança por uma possível omissão no socorro.

Samylle Valentina Borba Ramiro morreu após ser levada à UPA Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre. A criança apresentava marcas pelo corpo e o atendimento médico constatou que ela já estava sem vida.

Polícia aponta demora para buscar socorro

De acordo com a delegada Alice Fernandes, responsável pela investigação, a tia teria percebido que a menina apresentava ferimentos, mas não procurou atendimento médico imediatamente.

A Polícia Civil estima que tenha transcorrido um período de aproximadamente três horas entre o momento considerado relevante pela investigação e a chegada à unidade de saúde.

Para os investigadores, a condição da criança exigia atendimento imediato e a demora teria sido relevante para o desfecho do caso. Por isso, a polícia sustenta que a mulher poderá responder por homicídio qualificado, embora ela não seja apontada como autora das agressões.

Tia era tratada como testemunha

A prisão representa uma mudança no rumo da investigação.

Na semana passada, a própria Polícia Civil informava que a tia havia prestado depoimento, colaborava com os investigadores e, naquele momento, era considerada testemunha.

A Justiça também havia autorizado a análise de dados de um celular utilizado na residência onde Samylle estava vivendo. O aparelho passou a ser considerado uma das peças importantes para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.

Tio já está preso

O companheiro da tia e tio de Samylle, também de 22 anos, havia sido preso preventivamente em 20 de agosto.

Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter agredido a menina. O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte. A prisão dele foi posteriormente mantida em audiência de custódia.

Samylle estava morando com os tios havia cerca de dois meses.

O que acontece agora

Com a nova prisão, a Polícia Civil continua reunindo depoimentos, informações periciais e dados obtidos durante a investigação para esclarecer as responsabilidades pela morte da criança.

Como se trata de uma investigação criminal em andamento, as responsabilidades definitivas somente serão estabelecidas ao longo do processo judicial.


Fonte: g1 RS, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ministério Público do RS e imprensa gaúcha.


Tags: Caso Samylle, Samylle Valentina, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Polícia Civil, investigação, UPA Bom Jesus, prisão, criança

Compartilhar:

Mais Vistas