O Caso Samylle ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (27) com a prisão preventiva da tia da menina de 4 anos que morreu após chegar sem vida a uma unidade de pronto atendimento de Porto Alegre.
A mulher, de 22 anos, havia sido inicialmente tratada como testemunha durante a investigação. Agora, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, ela também é investigada pela morte da criança por uma possível omissão no socorro.
Samylle Valentina Borba Ramiro morreu após ser levada à UPA Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre. A criança apresentava marcas pelo corpo e o atendimento médico constatou que ela já estava sem vida.
Polícia aponta demora para buscar socorro
De acordo com a delegada Alice Fernandes, responsável pela investigação, a tia teria percebido que a menina apresentava ferimentos, mas não procurou atendimento médico imediatamente.
A Polícia Civil estima que tenha transcorrido um período de aproximadamente três horas entre o momento considerado relevante pela investigação e a chegada à unidade de saúde.
Para os investigadores, a condição da criança exigia atendimento imediato e a demora teria sido relevante para o desfecho do caso. Por isso, a polícia sustenta que a mulher poderá responder por homicídio qualificado, embora ela não seja apontada como autora das agressões.
Tia era tratada como testemunha
A prisão representa uma mudança no rumo da investigação.
Na semana passada, a própria Polícia Civil informava que a tia havia prestado depoimento, colaborava com os investigadores e, naquele momento, era considerada testemunha.
A Justiça também havia autorizado a análise de dados de um celular utilizado na residência onde Samylle estava vivendo. O aparelho passou a ser considerado uma das peças importantes para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.
Tio já está preso
O companheiro da tia e tio de Samylle, também de 22 anos, havia sido preso preventivamente em 20 de agosto.
Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter agredido a menina. O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte. A prisão dele foi posteriormente mantida em audiência de custódia.
Samylle estava morando com os tios havia cerca de dois meses.
O que acontece agora
Com a nova prisão, a Polícia Civil continua reunindo depoimentos, informações periciais e dados obtidos durante a investigação para esclarecer as responsabilidades pela morte da criança.
Como se trata de uma investigação criminal em andamento, as responsabilidades definitivas somente serão estabelecidas ao longo do processo judicial.
Fonte: g1 RS, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ministério Público do RS e imprensa gaúcha.
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