Localizada no Sul de Santa Catarina, Criciúma exerce influência regional nas áreas de comércio, indústria, educação, saúde e prestação de serviços.
De acordo com o Censo de 2022, o município possuía 214.493 habitantes. Sua área territorial é de aproximadamente 234,8 quilômetros quadrados, conforme os dados atualizados do IBGE.
A economia criciumense se diversificou ao longo das décadas. Além da histórica extração de carvão mineral, o município possui atividades ligadas às indústrias cerâmica, metalmecânica, plástica, química, de confecções e da construção civil.
A cidade foi fundada por imigrantes italianos
A formação de Criciúma começou oficialmente em 6 de janeiro de 1880, quando famílias de imigrantes italianos chegaram à região e estabeleceram uma comunidade baseada inicialmente na agricultura e no pequeno comércio.
Segundo a Fundação Cultural de Criciúma, o primeiro grupo reunia aproximadamente 150 pessoas de 22 famílias. Para alcançar o local, os colonizadores percorreram mais de 30 quilômetros em meio à mata, carregando seus pertences e acompanhados pelos filhos.
O crescimento econômico ganhou força nas primeiras décadas do século XX, principalmente após o início da exploração intensiva do carvão mineral.
De onde surgiu o nome Criciúma?
Antes da grafia atual, a localidade era chamada de Cresciuma.
O nome teria surgido devido à presença abundante de uma espécie de capim encontrada na região, conhecida por uma denominação de origem tupi. Em 1948, uma lei estadual alterou oficialmente a grafia de Cresciuma para Criciúma.
Até a década de 1920, a localidade pertencia ao município de Araranguá. A emancipação político-administrativa ocorreu em 4 de novembro de 1925, fazendo com que Criciúma completasse seu centenário como município em 2025.
O carvão transformou a economia e a paisagem urbana
A extração de carvão foi fundamental para o crescimento de Criciúma. A atividade atraiu trabalhadores, favoreceu a formação de bairros operários e impulsionou a instalação de empresas e serviços.
A construção da ferrovia também esteve diretamente ligada à mineração. Inicialmente utilizada para transportar o carvão, a estrutura começou a levar passageiros em 1923 e ajudou a conectar Criciúma a outros municípios do Sul catarinense.
Durante décadas, bairros, empresas e espaços públicos foram organizados em torno da atividade carbonífera. Essa ligação histórica fez com que Criciúma se tornasse conhecida como Capital Nacional do Carvão.
O Monumento ao Mineiro, localizado no centro da cidade, foi construído para homenagear os trabalhadores responsáveis pelo desenvolvimento da mineração e da região carbonífera.
Curiosidade: cidade possui mina aberta aos visitantes
Uma das principais curiosidades de Criciúma está no bairro Archimedes Naspolini.
A Mina de Visitação Octávio Fontana, aberta ao público desde 2011, é apresentada pelo portal municipal de turismo como a única mina de carvão mineral aberta à visitação na América Latina e a quarta do tipo no mundo.
Durante o passeio, os visitantes percorrem parte da estrutura com uma pequena locomotiva inspirada em um modelo utilizado em 1922. O espaço apresenta equipamentos, maquetes e informações sobre as condições enfrentadas pelos trabalhadores durante a extração do carvão.
A mina também possui uma gruta dedicada a Santa Bárbara, considerada padroeira dos mineiros.
Indústria cerâmica ganhou importância internacional
Embora o carvão tenha sido essencial para a formação econômica da cidade, outros setores começaram a crescer ao longo do século XX.
A partir da década de 1940, a indústria de revestimentos cerâmicos ganhou destaque e ajudou Criciúma a se consolidar como um dos principais polos industriais do Sul do Brasil.
A cidade também possui empresas dos setores de embalagens, plásticos, confecções, metalurgia, construção civil e produtos químicos.
Essa diversificação reduziu a dependência econômica da mineração e fortaleceu Criciúma como centro regional de negócios e serviços.
Criciúma também entrou para a história do futebol brasileiro
A cidade possui uma forte ligação com o futebol por meio do Criciúma Esporte Clube, conhecido como Tigre.
Em 1991, o clube conquistou a Copa do Brasil, comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão. O título colocou o nome da cidade no cenário nacional e garantiu a participação do time na Copa Libertadores de 1992.
A conquista permanece como um dos acontecimentos esportivos mais marcantes da história do município.
Cidade preserva a memória dos imigrantes e dos mineiros
Além da mina de visitação, Criciúma possui espaços que ajudam a contar sua história, como o Museu Augusto Casagrande, a Casa do Agente Ferroviário, a Praça Nereu Ramos e o Monumento ao Mineiro.
O município também realiza a Festa das Etnias, evento que reúne elementos culturais e gastronômicos das comunidades que participaram de sua formação.
Outro exemplo de transformação está no Parque dos Imigrantes. A área, anteriormente utilizada como depósito de rejeitos da mineração, foi recuperada e convertida em espaço público de lazer e preservação da memória italiana.
Entre minas, indústrias, parques urbanos e conquistas esportivas, Criciúma conseguiu diversificar sua economia sem abandonar a história dos imigrantes e trabalhadores que ajudaram a construir a cidade.
Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; Prefeitura Municipal de Criciúma; Fundação Cultural de Criciúma; Portal Viva Criciúma; Confederação Brasileira de Futebol e Wikipédia.
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