ECONOMIA BRASILEIRA

Economia brasileira deve crescer menos em 2026: Banco Central reduz projeção e mantém alerta para inflação

Nova estimativa aponta crescimento de 1,8% do PIB neste ano. Banco Central também projeta inflação de 5,2% ao final de 2026, apesar da desaceleração recente dos preços.

Por · · Atualizado: 25/09/2026 09:50
Banco Central reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro para 1,8% em 2026. Imagem ilustrativa.

O Banco Central reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira para 2026 e manteve a estimativa de inflação acima da meta estabelecida para o país.

As novas previsões foram apresentadas nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Relatório de Política Monetária.

Segundo o documento, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2% para 1,8%, refletindo sinais de desaceleração da atividade econômica.

Para a inflação, a instituição manteve a estimativa de 5,2% ao final do ano.


Por que a economia deve crescer menos?

O relatório aponta perda de ritmo da atividade econômica ao longo de 2026.

O PIB brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre, mas o crescimento diminuiu para 0,5% no segundo trimestre.

Os primeiros indicadores referentes ao terceiro trimestre também sugerem continuidade da desaceleração, de acordo com a avaliação do Banco Central.

Apesar disso, o mercado de trabalho permanece aquecido, com desemprego em patamar historicamente baixo e geração positiva de empregos formais, embora em ritmo menor.

E a inflação?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação brasileira, acumulava alta de 4,22% em 12 meses até agosto, depois de registrar 4,72% em maio.

Mesmo com essa redução, o Banco Central avalia que a inflação de serviços permanece elevada e que as expectativas de preços continuam acima da meta.

O cenário exige atenção porque a inflação reduz o poder de compra da população e interfere no planejamento financeiro de famílias e empresas.

O que esperar para 2027?

A projeção apresentada pelo Banco Central indica crescimento econômico de 1,4% em 2027.

Na reunião de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano.

As próximas decisões sobre os juros dependerão da evolução da inflação, da atividade econômica e das expectativas para os próximos períodos.


Tags: economia brasileira, Banco Central, PIB 2026, inflação, Selic, crescimento econômico, IPCA, juros, economia, mercado de trabalho

Fonte: Banco Central do Brasil

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