Caso Gustavo

“Ele me bate”: gravação de menino de 3 anos vem à tona após prisão do pai e da madrasta

Gustavo Feitosa foi encontrado morto na casa do pai, em Palmas. Laudo apontou agressões e violência sexual; pai e madrasta foram presos.

· Atualizado: 06/08/2026 14:50
©Foto: Reprodução/G1

Uma gravação feita pela mãe de Gustavo Feitosa, de 3 anos, ganhou repercussão nacional após a morte da criança e a prisão do pai e da madrasta, em Palmas, no Tocantins.

No vídeo divulgado pela família, o menino aparece chorando e demonstrando resistência em voltar para a residência paterna. Ao ser questionado pela mãe sobre o motivo, a criança afirma que o pai batia nele.

Gustavo foi encontrado morto na segunda-feira, 3 de agosto, na casa do pai, localizada na região norte de Palmas. O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua companheira, Kathellen Moreira, foram presos pela Polícia Civil do Tocantins na madrugada desta quinta-feira, 6 de agosto.

Laudo descartou versão inicialmente apresentada

Segundo as informações divulgadas pela imprensa, Igor compareceu à Central de Atendimento da Polícia Civil horas depois da morte e relatou que teria encontrado o filho sem vida pela manhã.

A versão inicialmente apresentada apontava para um possível afogamento na piscina da residência. No entanto, elementos encontrados durante a perícia fizeram com que o caso passasse a ser investigado como morte suspeita.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou que Gustavo sofreu múltiplas agressões e violência sexual. Os exames não teriam encontrado elementos compatíveis com a hipótese inicial de morte por afogamento.

Criança demonstrava medo de visitar o pai

De acordo com a defesa da mãe, o regime de convivência entre o menino e o pai havia sido determinado judicialmente. A família afirmou que impedir as visitas poderia provocar uma acusação de alienação parental e até colocar em risco a guarda da criança.

Registros divulgados após o crime mostram Gustavo chorando antes de ir para a casa do pai. A defesa também declarou que o menino já teria voltado machucado de visitas anteriores e que a mãe vivia em um contexto de ameaças e medo.

A Polícia Civil conduz a investigação por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas. Familiares e testemunhas estão sendo ouvidos, e parte da apuração permanece sob sigilo.

O advogado também foi afastado preventivamente pela Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins. Até a publicação das informações consultadas, as defesas dos investigados ainda não haviam apresentado publicamente uma versão detalhada sobre as acusações.

A prisão é uma medida cautelar durante a investigação e não representa condenação definitiva. A responsabilidade criminal deverá ser determinada pela Justiça após a conclusão das apurações.

Como denunciar violência contra crianças

Suspeitas de agressão, abuso, negligência ou outras violações contra crianças e adolescentes podem ser comunicadas gratuitamente pelo Disque 100. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.

O Disque 100 recebe, analisa e encaminha denúncias aos órgãos responsáveis pela proteção e responsabilização em todo o Brasil.


Fonte: Metrópoles e Portal LeoDias, com informações atribuídas à Secretaria da Segurança Pública do Tocantins.


Tags: Gustavo Feitosa, Palmas, Tocantins, Polícia Civil, violência contra criança, abuso infantil, pai e madrasta presos, investigação policial

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