EMPRESAS E NEGÓCIOS

Empresa do setor de moda enfrenta pedido de falência por dívida superior a R$ 1,2 bilhão; entenda o caso

Grupo ligado à marca brasileira de bolsas e acessórios Victor Hugo enfrenta pedido de falência por dívidas fiscais superiores a R$ 1,2 bilhão. Processo ainda não representa falência decretada.

· Atualizado: 27/07/2026 10:11
Loja - Foto Reprodução

O Grupo Econômico Victor Hugo, ligado à tradicional marca brasileira de bolsas e acessórios de luxo, tornou-se alvo de um pedido de falência envolvendo um passivo fiscal superior a R$ 1,2 bilhão.

A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro. Do total informado, aproximadamente R$ 900 milhões seriam devidos à União, enquanto mais de R$ 355 milhões corresponderiam a débitos estaduais.

Procuradorias apontam dificuldades para cobrar dívida

Segundo as procuradorias, tentativas anteriores de recuperar os valores não teriam conseguido localizar patrimônio suficiente para quitar os débitos.

A ação também apresenta alegações sobre mudanças na estrutura empresarial, transferências de ativos e possível esvaziamento patrimonial. A petição menciona ainda empresas constituídas no Uruguai e em Belize.

Essas informações fazem parte das acusações apresentadas no processo e ainda dependem de análise da Justiça e da manifestação da defesa das empresas envolvidas.

Falência ainda não foi decretada

A 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro autorizou o processamento da ação em fevereiro de 2026. A decisão permite que o processo avance, mas não significa que a falência tenha sido definitivamente decretada.

As empresas ainda podem apresentar defesa e recursos antes de uma decisão final.

As procuradorias também solicitaram restrições à transferência de bens. Caso a falência seja decretada, foi sugerida a manutenção temporária das atividades sob responsabilidade de um administrador judicial.

Marca segue funcionando

Apesar da disputa judicial, a operação comercial da Victor Hugo continuava ativa em julho de 2026, com produtos e coleções disponíveis em seus canais oficiais.

Portanto, o pedido não representa fechamento imediato das lojas ou encerramento automático da marca. O futuro do negócio dependerá das próximas decisões judiciais.


Fonte: Estado de Minas e informações das procuradorias públicas.


Tags: Victor Hugo, pedido de falência, varejo de luxo, dívida fiscal, empresas, economia, mercado brasileiro

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