O Grupo Econômico Victor Hugo, ligado à tradicional marca brasileira de bolsas e acessórios de luxo, tornou-se alvo de um pedido de falência envolvendo um passivo fiscal superior a R$ 1,2 bilhão.
A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pela Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro. Do total informado, aproximadamente R$ 900 milhões seriam devidos à União, enquanto mais de R$ 355 milhões corresponderiam a débitos estaduais.
Procuradorias apontam dificuldades para cobrar dívida
Segundo as procuradorias, tentativas anteriores de recuperar os valores não teriam conseguido localizar patrimônio suficiente para quitar os débitos.
A ação também apresenta alegações sobre mudanças na estrutura empresarial, transferências de ativos e possível esvaziamento patrimonial. A petição menciona ainda empresas constituídas no Uruguai e em Belize.
Essas informações fazem parte das acusações apresentadas no processo e ainda dependem de análise da Justiça e da manifestação da defesa das empresas envolvidas.
Falência ainda não foi decretada
A 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro autorizou o processamento da ação em fevereiro de 2026. A decisão permite que o processo avance, mas não significa que a falência tenha sido definitivamente decretada.
As empresas ainda podem apresentar defesa e recursos antes de uma decisão final.
As procuradorias também solicitaram restrições à transferência de bens. Caso a falência seja decretada, foi sugerida a manutenção temporária das atividades sob responsabilidade de um administrador judicial.
Marca segue funcionando
Apesar da disputa judicial, a operação comercial da Victor Hugo continuava ativa em julho de 2026, com produtos e coleções disponíveis em seus canais oficiais.
Portanto, o pedido não representa fechamento imediato das lojas ou encerramento automático da marca. O futuro do negócio dependerá das próximas decisões judiciais.
Fonte: Estado de Minas e informações das procuradorias públicas.
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