Ex BBB Nego Di Condenado

Ex-BBB Nego Di é condenado a mais de 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro

O ex-BBB Nego Di e sua esposa foram condenados à prisão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso envolvendo um esquema de rifas ilegais e fraudes em uma loja virtual.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24

O influenciador digital e ex-BBB Dilson Alves da Silva Neto, popularmente conhecido como Nego Di, foi condenado pela Justiça a uma pena de 14 anos e seis meses de reclusão em regime inicialmente fechado. A sentença também atingiu sua esposa, Gabriela Sousa, condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. O casal foi considerado culpado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. Nego Di ainda recebeu uma pena adicional de 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime semiaberto, pela contravenção de promoção de loteria ilegal.

A trajetória do influenciador no cenário nacional ganhou grande projeção em 2021, quando ele participou do reality show Big Brother Brasil. Sua passagem pelo programa foi marcada por intensas polêmicas, resultando em sua eliminação com um recorde histórico de rejeição de 98,76% dos votos. Após o programa, ele continuou utilizando seu grande alcance nas redes sociais como principal ferramenta de trabalho, canalizando sua audiência para a promoção de novos negócios e publicidades que, mais tarde, se tornaram alvo de investigações criminais.

O esquema centralizou-se na promoção de rifas eletrônicas e sorteios virtuais sem a devida autorização legal. Entre os anos de 2022 e 2024, o casal promoveu ao menos 34 sorteios clandestinos de bens de alto luxo, incluindo um veículo Porsche Macan avaliado em R$ 500 mil e prêmios em dinheiro que somavam R$ 650 mil. As investigações policiais e o Ministério Público apontaram que os sorteios eram fraudados e que nunca houve a real intenção de entregar as premiações, lesando diretamente quase 10 mil participantes que adquiriram os bilhetes.

Para além das rifas ilegais, o histórico de fraudes envolveu uma loja virtual de propriedade do influenciador. A plataforma de e-commerce anunciava eletrodomésticos e produtos eletrônicos por valores muito abaixo do mercado para atrair compradores. Centenas de clientes efetuaram os pagamentos, mas nunca receberam as mercadorias e tampouco obtiveram a devolução dos valores. Estima-se que essa fraude específica tenha feito mais de 370 vítimas, gerando um prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 5 milhões.

A Justiça também comprovou que o casal operava uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos cerca de R$ 3 milhões acumulados com os golpes. O esquema utilizava contas bancárias em nome de terceiros e empresas de fachada para movimentar os valores de forma dissimulada. Agravando a situação, pesou contra o influenciador o fato de ter divulgado em suas redes sociais um comprovante de Pix falsificado no valor de R$ 1 milhão, supostamente destinado a doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, quando a transferência real realizada por ele havia sido de apenas R$ 100.

O magistrado responsável pelo caso rejeitou os argumentos da defesa de que os réus desconheciam a ilegalidade de suas ações, apontando a gravidade e o caráter continuado dos delitos. No momento, os réus respondem ao processo em liberdade provisória concedida por instâncias superiores, e a defesa do casal já informou que irá recorrer da sentença para buscar a revisão e a redução das penas aplicadas.

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