O ator Juliano Cazarré voltou às redes sociais nesta sexta-feira (11) para responder às críticas relacionadas às suas declarações sobre violência contra homens e mulheres. O posicionamento ocorreu depois de Eduardo Moscovis contestar publicamente uma comparação feita pelo colega ao abordar assassinatos de homens e casos de feminicídio.
Embora não tenha citado Moscovis nominalmente durante o vídeo, Cazarré fez referências que foram interpretadas como uma resposta ao ator. Os dois já trabalharam juntos na novela “Três Graças”, da TV Globo.
Moscovis questionou comparação sobre violência
A discussão ganhou força depois de Eduardo Moscovis comentar o tema durante participação no canal Papo Amado, do jornalista Guilherme Amado.
Ao falar sobre as declarações de Cazarré, Moscovis criticou a tentativa de comparar os diferentes contextos de violência sofridos por homens e mulheres e classificou a argumentação como inadequada.
A manifestação provocou uma nova resposta de Cazarré, que demonstrou irritação com a repercussão e questionou por que as cobranças estavam sendo dirigidas a ele.
“Por que você não reclama do Ministro da Justiça?”, questionou Cazarré durante o desabafo.
O ator também reclamou que estaria sofrendo ataques frequentes e afirmou que pessoas estariam tentando prejudicar a imagem de seu projeto.
Cazarré volta a defender “O Farol e a Forja”
No mesmo pronunciamento, Juliano Cazarré voltou a defender o “O Farol e a Forja”, encontro voltado principalmente ao público masculino e que se tornou alvo de críticas desde seu anúncio.
Realizado entre 24 e 26 de julho, em São Paulo, o evento reuniu cerca de 600 participantes e teve discussões envolvendo família, paternidade, trabalho, espiritualidade e masculinidade.
Na apresentação oficial do projeto, a organização define o encontro como voltado a temas como responsabilidade, liderança, família e fé. O próprio site afirma que a iniciativa não é apresentada como movimento político nem como evento de autoajuda.
Cazarré argumenta que parte das críticas ao projeto distorce o que efetivamente teria sido discutido durante os três dias de programação. O ator também rejeitou classificações de que seria radical ou de que o encontro tivesse como objetivo promover ataques às mulheres.
Debate repercute entre atores
A controvérsia envolvendo o projeto de Cazarré não começou agora. Desde o anúncio de “O Farol e a Forja”, artistas como Marjorie Estiano, Claudia Abreu, Elisa Lucinda e Paulo Betti estiveram entre os nomes que fizeram críticas públicas à iniciativa ou ao discurso usado em sua divulgação. Também houve manifestações de apoio ao ator.
A nova manifestação de Eduardo Moscovis levou o assunto novamente às redes sociais e ampliou a discussão sobre como figuras públicas abordam temas relacionados à violência de gênero.
Cazarré, por sua vez, mantém a defesa de seu projeto e sustenta que suas declarações anteriores foram interpretadas fora do contexto que pretendia apresentar.
Fonte: Jornal de Brasília, Veja, Band e informações oficiais de O Farol e a Forja.
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