Mia Shay

Menina de 12 anos morre após milkshake ser contaminado por resíduo de avelã em Londres

Mia Shay St Hilaire tinha alergia a avelã e sofreu anafilaxia após consumir um milkshake preparado em um liquidificador que não havia sido higienizado depois de outra bebida com o ingrediente.

Por · · Atualizado: 10/10/2026 17:58
Tragédia em Londres: Menina de 12 anos sofre reação alérgica fatal após tomar milkshake contaminado em cafeteria Foto: reprodução / Perfil Brasil

Uma menina de 12 anos morreu após sofrer uma grave reação alérgica causada por um milkshake contaminado com resíduos de avelã em uma cafeteria de Londres, na Inglaterra.

O caso aconteceu em agosto de 2023, mas voltou a repercutir nesta semana após a conclusão de uma investigação sobre a morte de Mia Shay St Hilaire. A apuração concluiu que a bebida foi preparada em um liquidificador que havia sido usado anteriormente para produzir outro milkshake contendo avelã e não havia sido lavado antes do novo pedido.

Menina tinha alergia conhecida a avelã

Mia estava com a tia e a irmã no Pop Inn Cafe, no sul de Londres, quando pediu um milkshake.

A menina tinha uma alergia conhecida a avelã. Segundo a investigação, o equipamento utilizado para preparar sua bebida continha resíduos de um milkshake anterior feito com um produto que levava o ingrediente.

Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a apuração mostraram que o liquidificador não foi lavado entre o preparo das duas bebidas.

Reação alérgica evoluiu rapidamente

Após consumir parte do milkshake, Mia desenvolveu uma anafilaxia de rápida progressão.

Ela chegou a desmaiar e recebeu atendimento médico de emergência. Posteriormente, foi encaminhada para uma unidade de terapia intensiva infantil, mas não resistiu.

A anafilaxia é uma reação alérgica grave que pode evoluir rapidamente e comprometer a respiração e a circulação sanguínea, exigindo atendimento imediato.

Ex-dono da cafeteria admitiu irregularidades

O então responsável pela cafeteria, Baris Yucel, declarou-se culpado em janeiro de 2025 de seis infrações relacionadas à segurança alimentar.

Entre as falhas estavam problemas no gerenciamento de alérgenos, ausência de informações adequadas para consumidores e falha na prevenção de contaminação cruzada durante o preparo dos alimentos.

Ele recebeu multa de 18 mil libras e foi condenado a 100 horas de serviço comunitário.

Família pede mudanças nas regras

Após a conclusão do inquérito, os pais de Mia defenderam mudanças nos mecanismos utilizados para avaliar a segurança de estabelecimentos que atendem pessoas com alergias alimentares.

A família argumenta que informações sobre gerenciamento de alérgenos deveriam receber maior destaque nas avaliações de estabelecimentos comerciais.

O objetivo é evitar que falhas semelhantes provoquem novas mortes.

Caso chama atenção para contaminação cruzada

A morte de Mia também evidencia um risco importante para pessoas com alergias alimentares: a contaminação cruzada.

Ela pode ocorrer quando utensílios, superfícies ou equipamentos utilizados com determinado alimento entram em contato com outro produto sem higienização adequada.

Para pessoas com alergias graves, até pequenas quantidades do ingrediente podem desencadear uma reação.

Por isso, estabelecimentos que trabalham com alimentos alergênicos precisam manter procedimentos rigorosos de higienização, identificação de ingredientes e prevenção de contato entre produtos.


Tags: alergia alimentar, anafilaxia, Londres, Reino Unido, saúde, contaminação cruzada, avelã, segurança alimentar, internacional


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