Um gesto simples ensinado pela família ajudou uma menina de 9 anos durante uma situação de risco em Curitiba.
A criança utilizou o chamado sinal universal de pedido de socorro enquanto era abordada por um homem de 54 anos. O gesto foi reconhecido por um primo adolescente, que procurou ajuda em um estabelecimento próximo.
A Guarda Municipal foi acionada e o suspeito acabou preso em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável. O caso segue sob responsabilidade das autoridades.
Como funciona o sinal de socorro?
O gesto pode ser realizado de maneira silenciosa e discreta.
A pessoa:
- levanta a mão com a palma voltada para quem deverá perceber o pedido;
- dobra o polegar sobre a palma;
- fecha os outros quatro dedos sobre o polegar.
O movimento foi criado para permitir que alguém demonstre que está em perigo mesmo quando não consegue falar abertamente.
Avó havia ensinado o gesto
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a avó da menina havia ensinado o sinal aos netos depois de conhecer a orientação pela televisão.
O conhecimento acabou sendo decisivo.
Ao perceber o gesto, o primo procurou adultos em um posto de combustível e as forças de segurança foram chamadas.
Sinal ganhou projeção durante a pandemia
O gesto surgiu em 2020 por iniciativa de uma organização canadense voltada à proteção das mulheres.
Ele ganhou repercussão internacional principalmente como forma de pedir ajuda em situações de violência doméstica e posteriormente passou a ser difundido em outros contextos de risco.
O que fazer ao reconhecer o gesto?
Quem perceber alguém utilizando o sinal deve evitar atitudes que possam aumentar o risco para a vítima.
Dependendo da situação, é possível procurar um local seguro e acionar imediatamente os órgãos responsáveis.
Em emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Violações de direitos de crianças e adolescentes também podem ser denunciadas pelo Disque 100 ou encaminhadas ao Conselho Tutelar.
Ensinar crianças e adolescentes a reconhecer maneiras seguras de pedir ajuda pode fazer diferença em situações nas quais falar diretamente não é possível.
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