O carnavalesco e comentarista Milton Cunha fez duras críticas à passagem de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio, durante entrevista exibida na noite de segunda-feira (19 de outubro), no programa Blogueirinha Entrevista, do Multishow.
Conhecido por sua experiência e comentários sobre o Carnaval brasileiro, Milton afirmou que os problemas com a influenciadora começaram antes mesmo do desfile na Marquês de Sapucaí, durante sua apresentação oficial na quadra da escola.
Na avaliação do comentarista, Virginia não demonstrou domínio do samba e enfrentou dificuldades para compreender a dinâmica da bateria e a importância de sua posição dentro da agremiação.
As declarações ganharam repercussão após o programa, especialmente porque a empresária deixou o posto em agosto, depois de participar de apenas um Carnaval como rainha de bateria.
“Não tinha samba no pé”, afirma Milton Cunha
Durante a entrevista, Milton relembrou a cerimônia de apresentação de Virginia na quadra da Grande Rio, em 2025.
Segundo o carnavalesco, um dos momentos que chamaram sua atenção aconteceu quando David Brazil incentivou a influenciadora a mostrar seu samba diante do público.
Milton afirmou que os movimentos apresentados por Virginia surpreenderam as pessoas que acompanhavam a cerimônia.
“Ali vimos que não tinha samba no pé”, declarou o comentarista, ao recordar o episódio.
Para ele, a dificuldade inicial não seria necessariamente um problema definitivo, desde que a influenciadora aproveitasse o período de preparação para aprender a sambar e desenvolver uma relação mais próxima com os integrantes da escola.
Entretanto, na avaliação de Milton, essa aproximação não aconteceu da maneira esperada.
Comentarista aponta dificuldades de Virginia durante desfile
Além de criticar o desempenho da influenciadora no samba, Milton Cunha comentou situações relacionadas à sua participação no desfile de 2026.
Segundo ele, Virginia demonstrou dificuldades para compreender determinados movimentos e procedimentos realizados pela bateria ao longo da apresentação.
Um dos episódios mencionados envolveu o momento em que os ritmistas entraram no recuo de bateria, espaço reservado para permitir a continuidade do desfile das demais alas.
De acordo com o relato de Milton, a influenciadora não acompanhou corretamente a movimentação, sendo necessário que integrantes da escola a orientassem.
O carnavalesco citou a intervenção de Jayder Soares, importante dirigente da Grande Rio, que teria ajudado Virginia a retornar à posição adequada.
As declarações representam a avaliação de Milton sobre o desempenho da empresária e não foram acompanhadas, na entrevista, de uma manifestação de Virginia sobre os episódios relatados.
Milton também critica escolha de celebridades para o Carnaval
Durante a conversa com Blogueirinha, o comentarista ampliou as críticas e abordou a responsabilidade das escolas de samba ao convidar personalidades famosas para posições de destaque.
Para Milton, o cargo de rainha de bateria exige mais do que popularidade nas redes sociais ou capacidade de atrair patrocinadores e visibilidade.
Ele defendeu que as celebridades precisam respeitar a história das agremiações e construir vínculos com as comunidades que representam.
“Ser rica e famosa não funciona na quadra da escola de samba”, afirmou.
O carnavalesco também ressaltou que a responsabilidade pela escolha não deve recair exclusivamente sobre a pessoa convidada.
Na avaliação dele, a própria direção da escola precisa considerar o preparo, a disponibilidade e o comprometimento das personalidades escolhidas para representar a bateria.
Paolla Oliveira é usada como exemplo pelo carnavalesco
Ao comentar a trajetória de Virginia, Milton Cunha também mencionou a atriz Paolla Oliveira, que ocupou o posto de rainha de bateria da Grande Rio durante vários carnavais.
Segundo o comentarista, Paolla desenvolveu uma relação mais próxima com a comunidade e demonstrou envolvimento com a cultura da escola.
Milton relembrou especialmente a participação da atriz em apresentações anteriores, destacando sua dedicação à função.
A comparação surgiu durante a análise sobre o que seria necessário para uma celebridade se integrar ao universo das escolas de samba.
Recentemente, Paolla Oliveira voltou a ganhar destaque no Carnaval ao assumir o posto de rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense para 2027.
No sábado (17), durante sua coroação, a atriz revelou que havia incentivado Virginia a continuar na Grande Rio, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por quem ocupa o cargo pela primeira vez.
Virginia deixou a Grande Rio após apenas um Carnaval
Virginia Fonseca foi anunciada como rainha de bateria da Grande Rio em maio de 2025, assumindo uma das posições de maior visibilidade da escola.
Sua estreia na Marquês de Sapucaí aconteceu no Carnaval de 2026 e recebeu grande atenção da imprensa e do público.
A participação também foi marcada por críticas nas redes sociais, questionamentos sobre sua ligação com a comunidade e problemas relacionados ao figurino durante o desfile.
Em agosto, a empresária anunciou que não permaneceria no posto para o Carnaval seguinte.
A saída encerrou sua passagem como rainha após uma única apresentação oficial na avenida.
Anitta assume o posto para o Carnaval de 2027
Após a saída de Virginia, a Grande Rio anunciou, em setembro, a cantora Anitta como sua nova rainha de bateria para o Carnaval de 2027.
Durante a entrevista, Milton Cunha também comentou a escolha da artista e demonstrou preferência pela sucessora.
A troca representa uma nova etapa para a agremiação de Duque de Caxias, que tradicionalmente atrai grande atenção pela presença de personalidades conhecidas em seus desfiles.
A chegada de Anitta amplia a expectativa em torno da próxima apresentação da Grande Rio, especialmente após a repercussão da passagem de Virginia.
Declarações reacendem discussão sobre o papel das rainhas de bateria
As críticas de Milton Cunha voltaram a colocar em evidência o debate sobre a participação de influenciadoras e celebridades no Carnaval.
O posto de rainha de bateria é considerado uma das posições de maior destaque visual nas escolas de samba, mas também envolve compromissos com os ritmistas, os ensaios e as tradições da comunidade.
Enquanto a presença de personalidades populares amplia a exposição das agremiações, integrantes e admiradores do Carnaval também defendem a valorização do samba e da trajetória cultural das escolas.
A entrevista de Milton Cunha reacendeu os questionamentos sobre a passagem de Virginia Fonseca pela Grande Rio, meses depois de sua saída e da confirmação de Anitta como nova rainha.
As críticas refletem a opinião do carnavalesco sobre a participação da empresária no Carnaval de 2026.
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