Caroline Pinto dos Santos morreu nesta quinta-feira (9) após permanecer internada por quase um mês com queimaduras graves. O acidente ocorreu durante uma cerimônia religiosa realizada em um terreiro de candomblé, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A vítima estava internada desde o dia 13 de junho no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. Segundo as informações divulgadas pela família, Caroline teve aproximadamente 65% do corpo queimado.
Vídeo registrou o momento do acidente
Um vídeo gravado durante a cerimônia mostra Caroline agachada próxima aos objetos utilizados no ritual. Em determinado momento, um homem se aproxima de um recipiente onde já havia fogo e adiciona combustível.
Logo depois, as chamas aumentam rapidamente e atingem a mulher. As imagens também mostram a correria das pessoas presentes, que tentaram conter o fogo e pediram água para ajudar a vítima.
De acordo com uma familiar, Caroline foi socorrida por duas mães de santo e encaminhada ao hospital, onde permaneceu em tratamento até a confirmação da morte. Ela deixa três filhas, com idades de 5, 10 e 15 anos.
Família cobra responsabilização
Familiares afirmam que o homem visto adicionando combustível ao recipiente seria o marido da mulher responsável pela condução da cerimônia. A acusação ainda está sendo apurada pelas autoridades e não representa uma conclusão da investigação policial.
A família declarou que busca esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente e a responsabilização de eventuais envolvidos. Parentes também contestaram a alegação de que os responsáveis pelo local não tinham conhecimento sobre a utilização de combustível durante a cerimônia.
Responsável pelo ritual fala em acidente
Em nota divulgada após o episódio, Thayane Alves, conhecida como Yalorixá Thayane de Osun, afirmou que a cerimônia tinha caráter particular e era conduzida exclusivamente por ela e pelo marido.
Segundo o comunicado, o episódio foi um acidente inesperado e imprevisível. A nota também declarou que Caroline recebeu socorro imediatamente após ser atingida pelas chamas e foi encaminhada para atendimento médico especializado.
A defesa de Thayane também negou que ela estivesse foragida ou escondida das autoridades e afirmou que apresentaria uma versão mais detalhada sobre o ocorrido.
Polícia Civil apura o caso
O caso foi inicialmente registrado na 35ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande, e posteriormente encaminhado à 33ª DP, em Realengo, responsável pela continuidade das investigações.
Segundo a Polícia Civil, diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades.
Fontes
MSN, g1, O Dia, Último Segundo e A Tribuna RJ.