Religião

Papa Leão XIV diz que Igreja “nunca toma partido” e defende paz durante Consistório no Vaticano

Papa Leão XIV afirmou que a Igreja é para todos e defendeu a paz como dever de justiça durante Missa de abertura do Consistório no Vaticano.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
Papa Leão XIV celebra Missa de abertura do Consistório extraordinário na Basílica de São Pedro, no Vaticano, diante de cardeais reunidos para refletir sobre a missão da Igreja e a paz.

O Papa Leão XIV afirmou que a Igreja “nunca toma partido” e é chamada a dirigir a todos a mesma mensagem de conversão e salvação. A declaração foi feita durante a Missa de abertura do Consistório extraordinário, celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A celebração reuniu cardeais de diferentes partes do mundo para dois dias de reflexão sobre a vida da Igreja, os desafios contemporâneos, a missão evangelizadora, a implementação do Sínodo e a promoção da paz.

Durante a homilia, o Pontífice convidou os cardeais a oferecerem a Deus as comunidades, povos, projetos e experiências pastorais que trazem no coração. A partir das leituras do dia e da proximidade da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Leão XIV apresentou três orientações para os trabalhos: viver a liberdade da fé, promover a paz na unidade e fortalecer a concórdia na obediência à Palavra.

A verdadeira liberdade nasce da fé

O primeiro ponto destacado pelo Papa foi a liberdade que nasce da relação com Cristo. Segundo Leão XIV, os exemplos dos apóstolos Pedro e Paulo mostram que a comunhão com o Senhor liberta do pecado e do medo, tornando fecunda a missão da Igreja.

O Pontífice afirmou que a “Igreja viva é a Igreja que acredita” e ressaltou que a fé precisa ser testemunhada com ardor. Para ele, o anúncio do Evangelho, a celebração dos sacramentos e o serviço ao povo de Deus só produzem frutos quando permanecem enraizados em Cristo.

Papa afirma que guerra nunca é abençoada por Deus

A paz foi o segundo eixo da reflexão apresentada por Leão XIV. Diante dos conflitos internacionais e das tensões que afetam diferentes povos, o Papa afirmou que a guerra “nunca é digna do homem” e “nunca é abençoada por Deus”.

Segundo o Pontífice, o ser humano recebeu inteligência e vontade para resolver conflitos de forma humana, e não pela violência. Ele também destacou que, quando a dignidade da pessoa é ferida, toda a humanidade sofre.

Leão XIV afirmou que a unidade da família humana vem antes de qualquer povo ou Estado. Para o Papa, a paz é um dever de justiça, pois a humanidade forma uma única família.

Ao tratar da missão da Igreja no mundo, o Pontífice declarou que, ao anunciar o Evangelho, mesmo em meio a alegrias e perseguições, a Igreja não deve tomar partido político ou ideológico. Segundo ele, a Igreja é para todos e deve levar a cada pessoa a mesma palavra de conversão e salvação.

Consistório também trata de sinodalidade e missão da Igreja

Na terceira orientação, o Papa convidou os cardeais a viverem a concórdia na obediência, entendida como escuta da Palavra viva, que é Cristo. Leão XIV afirmou que o Espírito Santo conduz a Igreja, purifica intenções e ajuda a reconhecer os desafios pastorais do tempo presente.

O Pontífice também relacionou o Consistório à implementação do Sínodo, defendendo que toda a Igreja avance na unidade da fé, na promoção da paz e na obediência à Palavra.

Segundo o Papa, a Igreja precisa encontrar novas linguagens para anunciar o Evangelho sem perder sua novidade permanente. Ele destacou ainda que a colegialidade episcopal expressa a sinodalidade vivida por todo o povo de Deus.

Ao final, Leão XIV pediu colaboração humilde dos cardeais no exercício do ministério petrino. O Papa afirmou que a autoridade do primado deve ser exercida por quem escuta para guiar e por quem aprende para ensinar.


Fonte:

Vatican News

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