Pato Branco é um dos principais centros urbanos do Sudoeste do Paraná e exerce forte influência regional nas áreas de comércio, educação, indústria, saúde e tecnologia.
Segundo o IBGE, o município tinha 91.836 habitantes no Censo de 2022 e população estimada em 97.821 moradores em 2025. Seu território possui aproximadamente 539,15 km².
Apesar do porte médio, Pato Branco ganhou destaque estadual por investir em inovação, empreendedorismo e formação tecnológica.
A ocupação ganhou força no início do século XX
Os primeiros registros de moradores na região do atual município aparecem no início do século XX.
Documento oficial do município informa que os primeiros moradores registrados chegaram em 1919, principalmente vindos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Poucos anos depois, em 1924, já existia um pequeno povoado denominado Vila Nova de Clevelândia.
Esse processo acompanhou a expansão da ocupação do Sudoeste paranaense por famílias que buscavam novas terras e oportunidades.
Curiosidade: o nome nasceu de um pato branco de verdade
A origem do nome é uma das histórias mais curiosas da cidade.
Segundo a própria Prefeitura, no início do século XX uma família chefiada por João Arruda, pioneiro vindo do Rio Grande do Sul, estabeleceu-se na região.
Arruda abriu roças às margens do Rio Chopim e, em determinado momento, teria abatido um pato selvagem de plumagem branca próximo a um dos afluentes do rio.
Ele passou a chamar aquele curso d’água de Pato Branco.
Décadas depois, o rio acabou emprestando seu nome ao município.
Cidade já foi chamada Vila Nova de Clevelândia
Antes da emancipação, o núcleo urbano não era conhecido pelo nome atual.
Em 1924, a localidade era chamada de Vila Nova de Clevelândia. Posteriormente, ganhou condição de distrito e ficou administrativamente ligada a Clevelândia.
Foi somente com o avanço do processo de emancipação que Pato Branco passou a consolidar sua identidade própria.
Município foi criado em 1951
Pato Branco tornou-se oficialmente município por meio da Lei Estadual nº 790, de 14 de novembro de 1951.
A instalação administrativa ocorreu em 14 de dezembro de 1952, data que passou a ser celebrada como aniversário municipal.
A partir daí, o crescimento urbano ganhou ritmo maior.
Agricultura e comércio sustentaram o desenvolvimento inicial
Assim como várias cidades do Sudoeste do Paraná, Pato Branco cresceu inicialmente com base na agricultura e no comércio regional.
Pequenas propriedades rurais, criação de animais e produção de alimentos ajudaram a formar a economia local.
Mais tarde, indústria e serviços ganharam força e fizeram a cidade se tornar referência para municípios vizinhos.
Educação mudou o perfil econômico
Um dos fatores que mais influenciaram a transformação recente de Pato Branco foi o crescimento do ensino superior.
A Prefeitura classifica o município como polo regional de educação e registra a presença de centenas de cursos presenciais e a distância.
A concentração de estudantes, professores e profissionais especializados criou ambiente favorável para empresas ligadas à tecnologia e à inovação.
Tecnologia virou uma das marcas da cidade
Nas últimas décadas, Pato Branco passou a desenvolver uma forte identidade tecnológica.
O Plano Municipal de Cidade Inteligente informa que o ecossistema de inovação local reúne cerca de 365 empresas de tecnologia, incluindo 126 indústrias de software e dezenas de startups com atuação nacional e internacional.
A cidade também possui um Parque Tecnológico, criado para reunir empresas, universidades, incubadoras e projetos de inovação.
Curiosidade: uma cidade de menos de 100 mil habitantes com centenas de empresas de tecnologia
Esse é um dos aspectos que tornam Pato Branco incomum.
Mesmo sem possuir a população de grandes centros como Curitiba, Campinas ou Florianópolis, a cidade conseguiu criar um ecossistema tecnológico relevante.
Segundo a Prefeitura, esse processo começou há quase cinco décadas e foi construído pela colaboração entre universidades, empresas e poder público.
Cidade investe no conceito de “cidade inteligente”
Pato Branco também desenvolveu um plano municipal voltado ao conceito de cidade inteligente.
O projeto reúne iniciativas relacionadas a inovação, tecnologia, gestão pública e desenvolvimento urbano.
Em 2026, por exemplo, o Parque Tecnológico continuava recebendo novas empresas incubadas e participando de eventos nacionais voltados a cidades inteligentes e startups.
Indústria também tem peso importante
Além de tecnologia e software, a economia municipal possui presença industrial significativa.
A Prefeitura destaca especialmente os setores metalmecânico, eletrônico, moveleiro e tecnológico, além de comércio, serviços e agronegócio.
Essa diversificação ajuda a explicar por que Pato Branco se tornou um dos principais polos econômicos do Sudoeste paranaense.
De pequeno povoado a polo de inovação
A trajetória de Pato Branco mostra uma transformação pouco comum.
O núcleo que começou com famílias vindas do Sul e carregava o nome Vila Nova de Clevelândia tornou-se município em 1951.
Décadas depois, a mesma cidade passou a ser conhecida não apenas pela agricultura e pelo comércio, mas também pelo desenvolvimento de software, startups e projetos de inovação.
E tudo isso carregando um nome que, segundo a tradição oficial, começou com um simples pato selvagem encontrado às margens de um rio.
Tags: Pato Branco, Paraná, municípios do Brasil, cidades do Paraná, Sudoeste do Paraná, tecnologia, startups, inovação, Parque Tecnológico, história de Pato Branco, cidades inteligentes
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Prefeitura Municipal de Pato Branco.