PF mira candidato à Presidência em operação sobre suspeita de desvio de recursos partidários

Operação autorizada pela Justiça Eleitoral investiga a destinação de dinheiro público do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral; buscas, bloqueio de bens e outras medidas cautelares foram determinadas.

Por · · Atualizado: 14/08/2026 08:26
Sede da Polícia Federal em Brasília. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal colocou um candidato à Presidência da República entre os alvos de uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

O político investigado é Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato da legenda ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

A ação, denominada Operação Causa Própria, foi deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (11) e teve medidas autorizadas pela Justiça Eleitoral.

O que a Polícia Federal investiga

Segundo as informações divulgadas pela PF, a investigação começou após a análise de prestações de contas eleitorais e partidárias, relatórios de inteligência financeira e outras diligências realizadas durante a apuração.

Os investigadores identificaram indícios de que recursos públicos destinados às atividades partidárias e eleitorais teriam sido repassados a empresas e pessoas físicas cuja capacidade operacional seria incompatível com os valores recebidos.

Também estão sob apuração possíveis vínculos diretos ou indiretos entre alguns beneficiários dos recursos e integrantes da estrutura partidária investigada.

As suspeitas ainda estão sendo investigadas e não representam condenação dos envolvidos.

Justiça determinou buscas e bloqueio de bens

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Eleitoral autorizou outras medidas cautelares.

Entre elas estão bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, indisponibilidade e sequestro de bens, restrições patrimoniais e afastamento cautelar de investigados de determinadas funções administrativas.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a decisão determinou ainda o bloqueio de até R$ 4,5 milhões em bens dos alvos, valor relacionado ao dano mínimo ao patrimônio público apontado na investigação.

Quais crimes são investigados

De acordo com a Polícia Federal, os fatos apurados podem caracterizar, em tese, crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, além de eventuais outras infrações que possam ser identificadas durante o avanço das investigações.

Candidato e PCO contestam investigação

Rui Costa Pimenta e o PCO contestaram a operação.

O partido classificou a ação como perseguição política e eleitoral e negou irregularidades. Pimenta também afirmou que as despesas questionadas foram informadas nas prestações de contas encaminhadas à Justiça Eleitoral e sustentou que os serviços contratados foram efetivamente realizados.

O candidato também questionou o nome escolhido para a operação e argumentou que a denominação poderia transmitir antecipadamente uma ideia de culpa, posição rejeitada pela investigação, que segue em andamento.

Até o momento, as medidas fazem parte de uma investigação em curso, e eventuais responsabilidades criminais dependem da conclusão das apurações e das decisões da Justiça.


Fonte: Polícia Federal, VEJA, Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Poder360


Tags: Polícia Federal, PF, candidato à Presidência, eleições 2026, Rui Costa Pimenta, PCO, Operação Causa Própria, Fundo Partidário, Fundo Eleitoral, Justiça Eleitoral, política, investigação

Compartilhar:

Mais Vistas