A Polícia Federal colocou um candidato à Presidência da República entre os alvos de uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
O político investigado é Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato da legenda ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
A ação, denominada Operação Causa Própria, foi deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (11) e teve medidas autorizadas pela Justiça Eleitoral.
O que a Polícia Federal investiga
Segundo as informações divulgadas pela PF, a investigação começou após a análise de prestações de contas eleitorais e partidárias, relatórios de inteligência financeira e outras diligências realizadas durante a apuração.
Os investigadores identificaram indícios de que recursos públicos destinados às atividades partidárias e eleitorais teriam sido repassados a empresas e pessoas físicas cuja capacidade operacional seria incompatível com os valores recebidos.
Também estão sob apuração possíveis vínculos diretos ou indiretos entre alguns beneficiários dos recursos e integrantes da estrutura partidária investigada.
As suspeitas ainda estão sendo investigadas e não representam condenação dos envolvidos.
Justiça determinou buscas e bloqueio de bens
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Eleitoral autorizou outras medidas cautelares.
Entre elas estão bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, indisponibilidade e sequestro de bens, restrições patrimoniais e afastamento cautelar de investigados de determinadas funções administrativas.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a decisão determinou ainda o bloqueio de até R$ 4,5 milhões em bens dos alvos, valor relacionado ao dano mínimo ao patrimônio público apontado na investigação.
Quais crimes são investigados
De acordo com a Polícia Federal, os fatos apurados podem caracterizar, em tese, crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, além de eventuais outras infrações que possam ser identificadas durante o avanço das investigações.
Candidato e PCO contestam investigação
Rui Costa Pimenta e o PCO contestaram a operação.
O partido classificou a ação como perseguição política e eleitoral e negou irregularidades. Pimenta também afirmou que as despesas questionadas foram informadas nas prestações de contas encaminhadas à Justiça Eleitoral e sustentou que os serviços contratados foram efetivamente realizados.
O candidato também questionou o nome escolhido para a operação e argumentou que a denominação poderia transmitir antecipadamente uma ideia de culpa, posição rejeitada pela investigação, que segue em andamento.
Até o momento, as medidas fazem parte de uma investigação em curso, e eventuais responsabilidades criminais dependem da conclusão das apurações e das decisões da Justiça.
Fonte: Polícia Federal, VEJA, Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Poder360
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