A cidade de São Marcos, na Serra Gaúcha, enfrenta uma situação de emergência nesta quarta-feira (23), após a identificação de danos estruturais na Barragem Arroio São Luiz.
A estrutura apresentou trincas e vazamentos, levando a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) a acionar seu Plano de Ação de Emergências.
Segundo a atualização divulgada pelo Pioneiro às 19h40, aproximadamente 170 pessoas que vivem na área de alerta estão sendo retiradas temporariamente das moradias.
As autoridades também suspenderam as atividades de uma escola e mantêm equipes de monitoramento na região.
Trincas e vazamentos foram identificados após fortes chuvas
A situação começou a se agravar depois de episódios de chuva intensa que atingiram a Serra Gaúcha.
A região registrou mais de 170 milímetros de precipitação em um período de 24 horas.
Durante inspeções realizadas no começo da tarde desta quarta-feira, técnicos da Corsan identificaram trincas com vazamento na estrutura do vertedouro da barragem.
Diante dos danos, a companhia acionou os protocolos de emergência e comunicou a situação aos órgãos de proteção e defesa civil.
Defesa Civil emitiu alerta vermelho
Às 15h53 desta quarta-feira, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul enviou um alerta por celular para moradores da região.
O comunicado classificou a situação como de risco muito alto para colapso iminente e orientou a população a deixar as áreas potencialmente atingidas.
Segundo o governo estadual, a retirada preventiva abrange cerca de 60 edificações, incluindo uma unidade escolar.
O alerta indica uma condição de risco extremo, mas não significa que o rompimento da barragem já tenha ocorrido.
Famílias são encaminhadas para casas de parentes e hotéis
A retirada preventiva está concentrada nas áreas que poderiam ser atingidas caso houvesse um rompimento.
Segundo a prefeita em exercício de São Marcos, Fabiana Dutra de Oliveira, moradores foram encaminhados para casas de familiares ou serão acomodados em hotéis.
Equipes municipais percorreram as residências localizadas na área de risco para orientar a população e verificar se os imóveis haviam sido desocupados.
A Corsan informou que os demais bairros do município não estão sob perigo de inundação decorrente da situação identificada na barragem.
Aulas suspensas também nesta quinta-feira (24)
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Pessini teve as aulas interrompidas na tarde desta quarta-feira.
As famílias foram orientadas a buscar os estudantes, e a suspensão das atividades foi mantida para quinta-feira, 24 de setembro.
A medida busca preservar a segurança dos alunos e dos profissionais enquanto as equipes técnicas avaliam as condições da estrutura.
Até a divulgação de novas orientações oficiais, não há confirmação de quando as atividades escolares poderão ser retomadas.
Quando os moradores poderão voltar para casa?
Segundo a Corsan, somente a avaliação dos especialistas permitirá dimensionar as condições da barragem e definir quando será possível autorizar o retorno dos moradores.
As equipes técnicas continuam monitorando a estrutura.
A Defesa Civil Estadual acompanha a situação por meio de suas equipes regionais, em conjunto com as autoridades municipais e a companhia de saneamento.
O que fazer em caso de alerta de rompimento de barragem?
A Defesa Civil orienta que moradores das áreas de risco sigam as determinações oficiais e procurem locais seguros.
Também é importante evitar a circulação nas proximidades da barragem, acompanhar os comunicados das autoridades e não retornar aos imóveis evacuados antes da liberação.
O retorno antecipado pode expor moradores e equipes de resgate a situações de perigo.
A situação permanece sob monitoramento, e novas medidas poderão ser adotadas conforme os resultados das avaliações técnicas.
Fontes: Pioneiro/GaúchaZH; Defesa Civil do Rio Grande do Sul; Governo do Rio Grande do Sul; Corsan.
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