O tatuador Vinícius Roig, de 47 anos, foi preso preventivamente em Balneário Camboriú, Santa Catarina, durante uma investigação sobre suspeitas de estupro e violência psicológica contra mulheres. Ele atuava em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
A ordem de prisão foi decretada para proteger as denunciantes, preservar a investigação e reduzir o risco de novos crimes ou fuga, segundo informações divulgadas pelo R7. Prisão preventiva é uma medida cautelar e não equivale a condenação; as acusações ainda precisam ser apuradas com direito à defesa.
Grupo afirma acolher mais de 20 mulheres
O movimento Juntas por Todas, de Porto Alegre, afirma apoiar mais de 20 mulheres que relataram episódios envolvendo o investigado. Uma psicóloga ligada ao grupo descreveu narrativas de controle psicológico, agressões físicas e violência sexual.
Também há relatos de fatos que teriam ocorrido quando algumas denunciantes tinham 14 ou 15 anos. Por envolver possíveis vítimas que eram adolescentes, o caso exige cuidado adicional para preservar identidades e evitar exposição.
Polícia apura 11 inquéritos
A Delegacia de Polícia de Torres apurava 11 inquéritos relacionados às queixas de três vítimas, conforme a reportagem. A repercussão nas redes sociais e o apoio de familiares teriam encorajado outras mulheres a procurar ajuda e relatar situações semelhantes.
A coleta de depoimentos, documentos, mensagens, laudos e outros elementos será necessária para esclarecer cada acusação. Relatos públicos ajudam a dar visibilidade ao problema, mas a responsabilidade criminal deve ser definida no processo legal.
Onde denunciar violência contra a mulher
Mulheres em situação de violência podem buscar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, registrar ocorrência na delegacia on-line do estado ou ligar para o 180, central nacional de orientação e denúncia. Em emergência ou risco imediato, o número da Polícia Militar é 190.
A Polícia Civil também recebe informações pelo Disque-Denúncia 181. Guardar mensagens, imagens, documentos médicos e nomes de testemunhas pode ajudar na apuração, desde que isso possa ser feito sem colocar a vítima em perigo.
Fonte: R7 e Balanço Geral RS.
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