Terremoto

Terremotos seguidos na Venezuela tiveram intervalo incomum, diz especialista

Dois terremotos de forte magnitude atingiram a Venezuela em sequência e deixaram ao menos 164 mortos; especialista aponta intervalo raro entre os tremores.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
Moradores e equipes de resgate se reúnem perto de escombros após terremotos atingirem a Venezuela.

Dois terremotos de forte magnitude atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) e chamaram a atenção de especialistas pelo curto intervalo entre os abalos. Os tremores provocaram destruição em diferentes regiões do país, deixaram mortos e feridos e mobilizaram equipes de resgate em áreas atingidas.

Segundo análises citadas por especialistas em geologia, a sequência dos terremotos é considerada incomum porque os dois eventos ocorreram em um intervalo muito curto, apesar da alta magnitude registrada. A hipótese é que o primeiro tremor tenha rompido um segmento de falha geológica e transferido tensão para outra falha próxima, provocando o segundo abalo.

Os terremotos teriam ocorrido em uma área de encontro entre placas tectônicas na região norte da América do Sul, próxima ao limite entre a placa Sul-Americana e a placa do Caribe. Essa interação geológica torna a região vulnerável a tremores.

Número de vítimas pode aumentar

O balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta ao menos 164 mortos e 971 feridos após os terremotos. As equipes de emergência seguem trabalhando em meio aos escombros, e o número de vítimas ainda pode ser atualizado.

A capital Caracas registrou mortes e danos em edifícios. Equipes de resgate continuam procurando desaparecidos e pessoas que possam estar presas sob estruturas desabadas.

Além de Caracas, outras regiões também relataram destruição, queda de energia, danos em vias públicas e evacuação de moradores. Imagens divulgadas após os tremores mostram prédios danificados, ruas tomadas por destroços e moradores reunidos do lado de fora de edifícios durante a noite.

Por que dois terremotos podem acontecer em sequência

Terremotos em sequência podem ocorrer quando um primeiro abalo altera a distribuição de tensão em falhas geológicas próximas. Quando essa tensão é transferida para outra área instável, pode haver um novo rompimento e, consequentemente, outro terremoto.

Especialistas explicam que o fenômeno não é impossível, mas se torna mais raro quando envolve tremores fortes em intervalo muito curto. A intensidade dos abalos aumenta o risco de danos estruturais, principalmente em prédios antigos ou construções sem reforço adequado.

Após grandes terremotos, também é comum a ocorrência de réplicas. Esses tremores secundários podem variar de intensidade e representar risco adicional para construções já fragilizadas.

Caracas fica em área de risco sísmico

Caracas está localizada em uma região sujeita a atividade sísmica. A movimentação entre placas tectônicas no norte da Venezuela pode gerar tremores capazes de afetar áreas urbanas densamente povoadas.

Especialistas alertam que falhas locais podem ter acumulado tensão após os eventos principais, o que mantém o risco de novas réplicas nos próximos dias. Por isso, autoridades costumam orientar moradores a evitar prédios danificados e seguir as recomendações de defesa civil.

Equipes seguem buscas nos escombros

As operações de busca e resgate continuam nas áreas mais afetadas. O trabalho das equipes envolve retirada de escombros, atendimento a feridos, avaliação de estruturas danificadas e apoio a moradores desalojados.

As autoridades venezuelanas também acompanham a situação em hospitais, vias de acesso e áreas de maior concentração populacional. A prioridade é localizar sobreviventes, garantir atendimento médico e reduzir riscos causados por novas réplicas.

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