Um vídeo obtido durante a investigação da morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira contradiz a versão inicialmente apresentada por um dos seguranças envolvidos no caso. As imagens mostram o suspeito participando diretamente das agressões ocorridas em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Davi Santos Machado havia admitido anteriormente ter abordado Cláudio, mas negava participação no espancamento. Segundo a investigação, porém, câmeras de um prédio na Rua Felipe de Oliveira registraram o segurança desferindo golpes com um bastão contra a vítima.
A Polícia Civil afirma que, com o avanço das investigações, Davi mudou sua versão e admitiu participação direta nas agressões. De acordo com trecho de uma decisão judicial obtida pelo UOL, ele reconheceu ter participado de golpes contra Cláudio ao lado de outros homens.
O segurança teve a prisão temporária decretada e era considerado foragido nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Caso começou após suspeita envolvendo bicicleta
A investigação aponta que Cláudio foi abordado após ser confundido com alguém que teria furtado uma bicicleta. Segundo familiares, o veículo pertencia a uma das irmãs da própria vítima.
Imagens analisadas pelas autoridades mostram que as agressões continuaram depois da abordagem inicial. A vítima foi posteriormente socorrida e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.
Outro segurança se apresentou à polícia
Um segundo segurança investigado, Jorge Luiz Ricardo Dias, também teve mandado de prisão expedido e se apresentou à 12ª Delegacia de Polícia nesta quinta-feira.
Segundo a investigação, ele participou da abordagem inicial e aparece nos registros audiovisuais durante parte da ocorrência. Até o momento, porém, as imagens não mostram Jorge desferindo diretamente os golpes registrados na fase mais violenta da agressão.
A polícia ainda trabalha para identificar outros dois homens que teriam participado das agressões.
O UOL informou que tentava localizar as defesas dos dois seguranças e mantinha espaço aberto para manifestação.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro e deverá utilizar os registros das câmeras, depoimentos e outras provas para esclarecer a participação de cada suspeito.
Fonte: UOL / Polícia Civil do Rio de Janeiro
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