A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o aumento das tarifas de transmissão de energia elétrica para o ciclo 2026/2027. Com a decisão, as empresas transmissoras deverão receber R$ 54,95 bilhões no período, valor 9,4% maior em comparação ao ciclo anterior.
Apesar da alta nas receitas das transmissoras, a Aneel estima que o impacto médio para os consumidores finais atendidos pelas distribuidoras será de aproximadamente 1,1%.
As tarifas de transmissão fazem parte dos custos que compõem a conta de luz. Elas remuneram as empresas responsáveis por operar e manter as linhas de transmissão, subestações e demais estruturas usadas para transportar a energia elétrica das usinas até as distribuidoras.
Segundo a agência reguladora, o cálculo considerou as receitas das instalações de transmissão em operação comercial. Ao todo, foram analisados 356 contratos de concessão, envolvendo 258 empresas transmissoras.
A Aneel informou que o reajuste é explicado principalmente por três fatores: atualização contratual das receitas, expansão da rede de transmissão e componentes financeiros regulatórios.
Na prática, o aumento não significa que a conta de luz terá alta direta de 9,4% para todos os consumidores. Isso porque a tarifa final paga nas residências, comércios e indústrias é formada por diferentes componentes, como geração, transmissão, distribuição, encargos setoriais e tributos.
A transmissão representa apenas uma parte da tarifa de energia. Por isso, o impacto médio estimado pela Aneel para o consumidor final é menor do que o reajuste aprovado para as empresas transmissoras.
O novo ciclo tarifário passa a valer para o período 2026/2027 e integra o processo regulatório anual de definição das receitas das concessionárias de transmissão de energia elétrica no país.