CASO DE POLÍCIA

Atestado médico com indícios de falsificação leva à demissão em Juiz de Fora

Trabalhador de 37 anos foi demitido em Juiz de Fora após a empresa identificar indícios de falsificação em um atestado médico digital. A Polícia Civil investiga o caso.

· Atualizado: 26/07/2026 19:11
Assinatura de médica da UPA Norte, em Juiz de Fora, foi usada em documento investigado por suspeita de falsificação, foto de arquivo — Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação

Um trabalhador de 37 anos foi demitido após apresentar à empresa um atestado médico digital com indícios de falsificação, em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. O caso foi registrado junto às autoridades e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo as informações divulgadas, o documento foi entregue pelo funcionário em 1º de julho de 2026. Durante o processo interno de conferência, a empresa teria identificado inconsistências e iniciado uma verificação sobre a autenticidade do atestado.

Médica negou ter atendido o trabalhador

Após encontrar possíveis irregularidades no arquivo, representantes da empresa procuraram a médica cujo nome aparecia no documento.

Conforme o registro policial, a profissional afirmou que não realizou atendimento ao trabalhador na data indicada e informou que a validação eletrônica apresentada no atestado não era verdadeira.

A empresa também entrou em contato com a UPA Regional Norte, unidade mencionada no documento. Uma funcionária teria informado que o local não emite atestados médicos pela internet e que não havia registro de atendimento ao trabalhador naquela data.

Empresa decidiu demitir funcionário

Diante das inconsistências encontradas e das respostas fornecidas pela médica e pela unidade de saúde, a empresa decidiu desligar o trabalhador.

O boletim de ocorrência também aponta que outros atestados entregues anteriormente pelo funcionário apresentavam características semelhantes. No entanto, a possível falsificação desses documentos ainda não havia sido confirmada.

A reportagem exibida pelo Integração Notícia informou que a empresa identificou irregularidades no documento, acionou a polícia e recebeu da médica a confirmação de que ela não havia realizado o atendimento.

Polícia Civil investiga o caso

A investigação está sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora. O órgão informou que outros detalhes não seriam divulgados neste momento para não comprometer as apurações.

A investigação deverá esclarecer como o documento foi produzido, quem participou da emissão e se outros atestados apresentados pelo trabalhador também eram irregulares.

Atestado falso pode resultar em justa causa

A Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que a prática de ato de improbidade pode justificar a rescisão do contrato por justa causa. A aplicação da penalidade, entretanto, depende da comprovação da conduta e da análise das circunstâncias de cada caso.

O Conselho Federal de Medicina diferencia documentos falsificados, adulterados ou preenchidos com informações que não correspondem a um atendimento real. A entidade também mantém mecanismos para que médicos, trabalhadores e empregadores verifiquem a autenticidade de atestados.

A eventual responsabilização criminal dependerá do resultado da investigação e da identificação de quem produziu ou utilizou conscientemente o documento irregular.

Fonte: G1 Zona da Mata, Integração Notícia e Polícia Civil de Minas Gerais

Tags: atestado médico falso, atestado falsificado, trabalhador demitido, demissão por justa causa, Juiz de Fora, Polícia Civil, UPA Norte, fraude trabalhista, Minas Gerais

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