AZEITE

Azeite: Ministério da Agricultura reprova marcas por irregularidades

Ministério da Agricultura reprova marcas de azeite importado vendidas como extravirgem devido a irregularidades na qualidade

Por · · Atualizado: 17/08/2026 10:33
Garrafa de azeite sobre uma mesa de madeira, com um fundo neutro. Foto Reprodução - Imagem gerada por IA.

Uma análise realizada pelo Ministério da Agricultura identificou irregularidades em azeites comercializados no Brasil como extravirgem. Segundo os laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), alguns produtos foram classificados como azeite virgem, enquanto outros receberam a classificação de lampante, categoria considerada imprópria para o consumo.

Investigação

A investigação foi realizada por determinação judicial, dentro de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. O processo envolve o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apura possíveis irregularidades no mercado de azeites vendidos no país.

Marcas afetadas

Entre as marcas citadas nos resultados estão Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour. Costa D’Oro e Terras de Camões também aparecem entre os produtos avaliados, com rótulos classificados como lampantes.

De acordo com os resultados divulgados, alguns produtos que chegavam às prateleiras com a indicação de extravirgem não apresentaram as características exigidas para essa categoria. O azeite extravirgem precisa atender a critérios específicos de qualidade, incluindo parâmetros de acidez e avaliação sensorial.

Consequências

A mudança de classificação indica que o produto não corresponde à categoria informada originalmente no rótulo. O caso mais grave envolve os azeites classificados como lampantes. Essa categoria reúne produtos que não são considerados adequados para o consumo direto e precisam passar por processos específicos de refino.

O Ministério da Agricultura ressalta que as informações divulgadas referem-se a resultados preliminares, ainda sem caráter conclusivo. As análises decorrem de procedimento realizado em atendimento a determinação judicial, no âmbito de ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Fontes: Globo Rural; O POVO; TudoGostoso

Tags: Azeite, Ministério da Agricultura, Irregularidades, Qualidade, Consumo

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