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Boato sobre suposto diagnóstico de autismo de Messi volta a circular nas redes sociais

Rumor que associa Lionel Messi ao autismo voltou a circular durante a Copa, mas não existe confirmação pública de diagnóstico do jogador.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
Lionel Messi - Foto Reprodução/Instagram

Uma antiga informação que associa Lionel Messi ao Transtorno do Espectro Autista voltou a circular nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026. O conteúdo afirma que o jogador argentino teria recebido, ainda na infância, um diagnóstico de Síndrome de Asperger.

Não existe, porém, confirmação pública do suposto diagnóstico. Familiares, profissionais que acompanharam o atleta e fontes ligadas à sua trajetória já negaram a história em diferentes ocasiões.

Como surgiu o boato sobre Messi

O rumor ganhou grande repercussão em 2013, após textos publicados em blogs começarem a associar o comportamento reservado do jogador a características do autismo.

A história se espalhou ainda mais depois que Romário, ex-jogador e político brasileiro, publicou uma mensagem afirmando que Messi teria Síndrome de Asperger. A declaração não apresentava laudo médico ou fonte próxima ao atleta.

Na época, Jorge Messi, pai do jogador, negou a informação e sinalizou que poderia tomar medidas legais contra a propagação do conteúdo.

Médico que tratou Messi negou diagnóstico

Diego Schwarzstein, endocrinologista que acompanhou Messi durante a infância, também negou que o jogador tenha sido diagnosticado com autismo ou Síndrome de Asperger.

O problema de saúde conhecido enfrentado pelo argentino na infância foi uma deficiência do hormônio do crescimento. Messi passou por tratamento médico antes de se consolidar nas categorias de base do Barcelona.

Especialistas alertam que timidez, comportamento reservado, pouco contato visual ou concentração intensa em determinada atividade não permitem diagnosticar uma pessoa com autismo.

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista depende de uma avaliação clínica individual realizada por profissionais qualificados. Não é correto atribuir uma condição médica a alguém com base em vídeos, entrevistas ou características comportamentais observadas à distância.

Diante da ausência de confirmação do jogador, da família ou de profissionais responsáveis por sua saúde, a afirmação deve ser tratada como um boato sem comprovação.


Fontes: The Sporting News, Superinteressante e Gshow.


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