Uma lista baseada em dados publicados na Alemanha voltou a chamar atenção de usuários de smartphones ao apontar modelos de celulares com maiores índices de emissão de radiação de radiofrequência. O levantamento considera o chamado SAR, sigla em inglês para Taxa de Absorção Específica, usado para medir a quantidade de energia absorvida pelo corpo durante o uso do aparelho.
O SAR é expresso em watts por quilograma, ou W/kg. Na prática, quanto maior o número, maior é a energia de radiofrequência absorvida pelo corpo em testes realizados em condições específicas de laboratório, como durante uma chamada com o telefone próximo à cabeça.
Entre os modelos que aparecem em listas divulgadas com maiores índices estão aparelhos como Motorola Edge, ZTE Axon 11 5G, OnePlus 6T, Sony Xperia XA2 Plus, Google Pixel 3 XL, Google Pixel 4a, Oppo Reno5 5G, Sony Xperia XZ1 Compact, Google Pixel 3 e OnePlus 6.
O Motorola Edge costuma aparecer no topo dessas relações, com SAR informado de 1,79 W/kg. Na sequência, são citados modelos como ZTE Axon 11 5G, com 1,59 W/kg, e OnePlus 6T, com 1,55 W/kg.
Apesar de chamar atenção, aparecer em uma lista de maior emissão não significa, por si só, que o aparelho esteja irregular. Em vários países, incluindo o Brasil, celulares precisam seguir limites técnicos de segurança para serem comercializados. A Anatel estabelece limite máximo de 2 W/kg para exposição da população em geral na região da cabeça e do tronco.
Também há modelos apontados como de menor emissão. Entre eles aparecem ZTE Blade V10, ZTE Axon Elite, Samsung Galaxy Note10+ 5G, Samsung Galaxy Note10, Samsung Galaxy A80, Samsung Galaxy A72, LG G7 ThinQ e Samsung Galaxy S20 FE.
Especialistas destacam que o tema deve ser tratado com cautela. A radiação emitida por celulares é do tipo não ionizante, diferente de raios X e outras formas de radiação capazes de danificar diretamente o DNA. Segundo organismos internacionais de saúde, os efeitos mais conhecidos da exposição à radiofrequência estão ligados ao aquecimento de tecidos, e os limites regulatórios existem justamente para evitar níveis considerados inseguros.
Para quem deseja reduzir a exposição no dia a dia, algumas medidas simples podem ajudar: usar fones de ouvido ou viva-voz em chamadas longas, evitar dormir com o celular muito próximo da cabeça, não manter o aparelho colado ao corpo por longos períodos e evitar chamadas demoradas em locais com sinal fraco, quando o telefone tende a aumentar a potência de transmissão.
A recomendação principal é verificar se o aparelho é homologado pela Anatel e, caso haja preocupação, consultar o valor SAR específico do modelo. O número pode variar conforme versão, região e padrão de teste informado pelo fabricante.
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