LUTO

Cirurgia de 15 horas termina em tragédia: gêmeas craniópagas morrem na etapa final

Heloísa e Helena morreram durante a quinta e última cirurgia de separação no HC de Ribeirão Preto; procedimento durou cerca de 15 horas.

Por · · Atualizado: 17/08/2026 13:48
Equipe médica reunida em centro cirúrgico após procedimento. Imagem ilustrativa gerada por IA para o ClickFato.

As gêmeas craniópagas Heloísa e Helena morreram durante a quinta e última etapa da cirurgia de separação realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. O procedimento terminou no sábado, 15 de agosto, após cerca de 15 horas.

As meninas eram de São José dos Campos e estavam unidas pela cabeça. Em nota, o hospital confirmou as mortes e informou que a operação fazia parte de um planejamento longo, dividido em etapas para reduzir riscos e permitir a adaptação gradual das estruturas cerebrais e vasculares compartilhadas.

Tratamento começou um ano antes

O processo cirúrgico teve início em agosto de 2025. Na primeira etapa, uma equipe com dezenas de profissionais realizou parte da separação. A segunda cirurgia ocorreu em novembro daquele ano e durou aproximadamente dez horas, seguida por internação que incluiu passagem pela unidade de terapia intensiva.

Em março de 2026, após a terceira operação, o hospital havia informado que cerca de 75% da separação já estava concluída. Novos procedimentos foram programados porque cirurgias de craniópagos exigem avaliação minuciosa da circulação sanguínea, do tecido cerebral e das áreas ósseas compartilhadas.

Última etapa mobilizou equipe multidisciplinar

A fase final reuniu especialistas de diferentes áreas no HC de Ribeirão Preto. Mesmo com o planejamento progressivo, trata-se de uma das intervenções mais complexas da medicina, com riscos elevados relacionados à circulação e às funções neurológicas.

O comunicado divulgado pelo hospital não detalhou publicamente as circunstâncias clínicas individuais que levaram às mortes. Por respeito à família, informações não confirmadas e hipóteses sobre a causa não devem ser tratadas como fato.

O caso mobilizou profissionais e pessoas que acompanharam a evolução das meninas desde o começo do tratamento. O hospital prestou solidariedade aos familiares após o desfecho.

Fontes consultadas: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Jetss em publicação reproduzida pelo MSN e CBN Ribeirão.

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