Os empregados da Caixa Econômica Federal participam nesta segunda-feira (21) de assembleias em todo o país para decidir sobre a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. A votação será realizada de forma eletrônica, das 11h às 18h.
A decisão ocorre durante a greve nacional dos trabalhadores da Caixa, iniciada em 10 de setembro. O Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos empregados, esteve entre os principais pontos de impasse nas negociações.
Saúde Caixa é um dos principais pontos da proposta
Pelo novo texto apresentado pela Caixa, o limite de participação do banco no custeio do Saúde Caixa passará dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. A cobrança diferenciada por faixa etária, presente em propostas anteriores, foi retirada, e o pacto intergeracional do plano será mantido.
Para 2026, a proposta estabelece que não haverá reajuste nas mensalidades e que a Caixa assumirá o déficit do plano neste ano. A partir de janeiro de 2027, a contribuição prevista para o titular será de 3,7% da remuneração-base.
Os valores previstos para os dependentes são:
- R$ 560 para dependentes diretos;
- R$ 660 para dependentes indiretos, incluindo filhos de 21 a 24 anos;
- R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
O limite de contribuição do grupo familiar formado pelo titular e seus dependentes diretos será de 9%. Segundo a Fenae, a ampliação do teto de participação da Caixa representa aproximadamente R$ 900 milhões adicionais por ano no financiamento do plano.
A proposta também reduz de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consultas em pronto atendimento e mantém a isenção de coparticipação nos atendimentos por telemedicina.
Super Caixa e trabalho remoto
O acordo em análise também prevê alterações no Super Caixa. Ainda no segundo semestre de 2026, a habilitação deverá passar a considerar o NS individual do empregado, enquanto o indicador CSAT ficará restrito ao gestor-chefe. A premiação pela habilitação passará de 25% para 50%.
Sobre o atendimento Figital e a plataforma Genesys, a Caixa informou que não haverá penalização em 2026. Para 2027, o intervalo considerado entre determinados atendimentos deverá passar de cinco para dez minutos.
O modelo de trabalho remoto deverá continuar sendo discutido em um grupo de trabalho específico, que analisará possíveis mudanças nas regras atuais.
Proposta mantém prêmio de R$ 3 mil
Outro item mantido na proposta é o pagamento de R$ 3 mil por empregado pelo atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026. Segundo a Fenae, a meta necessária já havia sido alcançada em junho.
Se a proposta for aprovada, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado, enquanto os dias úteis da atual greve deverão ser compensados em até 180 dias.
A Caixa informou ainda que, havendo aprovação dentro do prazo previsto, pretende realizar em 30 de setembro os pagamentos relacionados à PLR, Super Caixa, bônus e prêmio de R$ 3 mil, além dos ajustes previstos no ACT.
Votação pode definir continuidade da greve
O resultado das assembleias desta segunda-feira deverá definir os próximos passos da mobilização. Os trabalhadores decidirão se aceitam o novo acordo e encerram a paralisação ou se rejeitam a proposta e mantêm o movimento grevista.
A proposta atual foi apresentada após a retomada das negociações entre a Caixa e as entidades representativas dos empregados nos dias 16 e 17 de setembro.
Fontes: Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae); Caixa Econômica Federal; Agência Brasil.
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