Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (7), uma série de ataques contra alvos no Irã em resposta aos disparos que atingiram três navios comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio internacional.
De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), a operação tem como objetivo responder aos ataques contra embarcações civis e impor consequências ao governo iraniano. Em comunicado oficial, o comando classificou a ação iraniana como uma agressão considerada injustificada e uma violação do cessar-fogo vigente entre os dois países.
Segundo informações divulgadas por uma fonte americana à agência Reuters, os bombardeios tiveram como alvo sistemas de defesa aérea, além de lançadores de drones e de mísseis.
No Irã, a televisão estatal informou que explosões foram registradas na cidade portuária de Sirik, localizada no sul do país, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre vítimas ou sobre os danos causados.
Ainda conforme a emissora estatal iraniana, o ministro das Relações Exteriores do país afirmou que a ofensiva americana representa uma violação do cessar-fogo e declarou que haverá uma resposta considerada "decisiva".
Horas antes da ação militar, a agência britânica de segurança marítima UKMTO havia informado que três navios comerciais foram atingidos por projéteis durante a travessia pelo Estreito de Ormuz. Apesar do ataque, não houve registro de feridos.
O governo do Catar informou que uma das embarcações atingidas era o petroleiro Al Rekayyat e atribuiu a responsabilidade pelo ataque ao Irã. Autoridades americanas também responsabilizaram Teerã pela ofensiva, segundo informações divulgadas pela Reuters.
A nova escalada acontece mesmo após o cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã ao fim do conflito iniciado no final de fevereiro. Apesar do aumento da tensão militar, representantes dos dois governos continuam mantendo negociações diplomáticas em busca de um acordo de paz definitivo.
O controle e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz seguem entre os principais pontos de divergência nas conversações entre Washington e Teerã.