ALERTA NO SUL E EM SP

Febre do Nilo: SC registra 1ª morte e SP confirma casos inéditos; entenda a doença

Santa Catarina confirmou a primeira morte por febre do Nilo Ocidental no estado. Vítima tinha 77 anos e vivia em Imbituba; São Paulo também confirmou casos da doença.

Por · · Atualizado: 25/08/2026 12:08
Mosquito Culex quinquefasciatus durante alimentação. Foto: James Gathany/CDC.

A febre do Nilo Ocidental acendeu um alerta sanitário no Sul e no interior paulista. Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (24) a primeira morte pela doença na história do estado, enquanto São Paulo registrou seus dois primeiros casos humanos.

A vítima confirmada em Santa Catarina era uma mulher de 77 anos, moradora de Itapirubá, em Imbituba, no Litoral Sul do estado. Ela morreu no dia 8 de agosto. A confirmação da primeira morte por febre do Nilo Ocidental registrada em Santa Catarina foi dada pelo superintendente de Vigilância em Saúde do estado, Fábio Gaudenzi, em informação divulgada pela Rádio Tubá.


Onde estão os casos confirmados

Santa Catarina também confirmou a infecção em um paciente de 56 anos que já recebeu alta. O município de residência desse segundo paciente não foi informado nos dados divulgados até agora.

Em São Paulo, uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, teve a doença confirmada e se recuperou. Ela possui histórico recente de viagem à região amazônica.

O segundo caso paulista é de uma jovem de 18 anos residente em São José do Rio Preto, no noroeste do estado. Ela permanece internada e recebe cuidados médicos.

Os exames foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e os casos foram notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo informou que o provável local de infecção das duas pacientes ainda está sob investigação. Por isso, os registros não comprovam, neste momento, transmissão local nos municípios paulistas.

Como ocorre a transmissão

Segundo o Ministério da Saúde, a febre do Nilo Ocidental é causada por um arbovírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas. O ciclo natural envolve aves silvestres e mosquitos.

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% podem desenvolver febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, dor nos olhos ou manchas na pele.

Aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver doença neurológica grave, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda. Confusão mental, fraqueza intensa, tremores e convulsões exigem avaliação médica imediata.

Prevenção contra o mosquito

Não existe vacina recomendada nem tratamento antiviral específico contra a doença em humanos no Brasil. O tratamento é de suporte e pode exigir internação nos quadros graves.

As autoridades orientam usar repelente, instalar telas em portas e janelas, reduzir a exposição aos mosquitos do entardecer ao amanhecer e eliminar recipientes que acumulem água. Também é recomendado evitar o contato direto com aves e outros animais encontrados mortos.

Fontes: Rádio Tubá, com confirmação do superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi; Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo/CVE; Instituto Adolfo Lutz; Ministério da Saúde.

Tags: febre do Nilo Ocidental, Santa Catarina, São Paulo, Imbituba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, saúde

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