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Flamengo pode voltar à final da Libertadores? Escalação de Marcos Rojo abre disputa judicial e ameaça vaga do Estudiantes

Flamengo tenta reverter eliminação na Libertadores após questionar escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes. Entenda decisão do CAS, possível punição e impacto na final.

Por · · Atualizado: 27/10/2026 15:10
Flamengo questiona a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores; decisão do CAS e possível punição da Conmebol podem influenciar o futuro do confronto, mas clube argentino segue classificado.

A classificação do Estudiantes para a final da Copa Libertadores de 2026 entrou em uma disputa nos tribunais esportivos. O Flamengo tenta reverter sua eliminação após questionar a escalação do zagueiro Marcos Rojo na semifinal disputada no Maracanã, levantando a possibilidade de uma mudança nos participantes da decisão continental.

O clube argentino eliminou o Flamengo nos pênaltis, em 22 de outubro, depois de dois empates sem gols. Entretanto, a participação de Rojo no confronto de volta provocou uma controvérsia envolvendo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), sediado na Suíça.

O motivo é que a Conmebol havia recusado duas vezes a inscrição do defensor, contratado pelo Estudiantes após o encerramento da janela de transferências na Argentina.

Apesar das negativas, o clube conseguiu uma autorização provisória do CAS para utilizar o jogador na semifinal.

O Flamengo considera que existe uma possibilidade de punição ao adversário, incluindo a perda da partida por 3 a 0, resultado que poderia alterar a classificação para a final contra o Palmeiras.

Entretanto, especialistas em direito esportivo avaliam que reverter o resultado é juridicamente difícil, principalmente porque o atleta entrou em campo respaldado por uma decisão provisória de um tribunal.

Flamengo foi eliminado nos pênaltis pelo Estudiantes

A disputa entre Flamengo e Estudiantes terminou empatada no placar agregado.

No primeiro jogo, realizado em 15 de outubro, em La Plata, na Argentina, as equipes empataram por 0 a 0.

O mesmo resultado se repetiu no Maracanã, em 22 de outubro, diante de mais de 72 mil torcedores.

Com a igualdade nos dois confrontos, a vaga foi decidida nos pênaltis.

O Estudiantes venceu por 3 a 2, com destaque para o goleiro Fernando Muslera, que defendeu cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.

O resultado colocou o clube argentino na final da Libertadores, marcada para 28 de novembro, contra o Palmeiras.

Entretanto, a utilização de Marcos Rojo no segundo confronto passou a ser contestada oficialmente pelo Flamengo.

Por que Marcos Rojo pode ter sido escalado irregularmente?

A controvérsia começou quando o Estudiantes tentou incluir o zagueiro na lista de jogadores disponíveis para a semifinal.

Marcos Rojo havia defendido o Racing, também da Argentina, e foi contratado pelo Estudiantes após o encerramento da janela nacional de transferências.

Segundo os documentos apresentados no caso, o prazo de inscrições na Argentina terminou em 2 de setembro de 2026.

Entretanto, o defensor continuou disputando partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro.

No dia 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à Conmebol a inclusão de Rojo na lista da Libertadores, como substituto de um jogador lesionado.

A entidade sul-americana consultou a Fifa e recusou o pedido em 14 de outubro, mantendo a negativa no dia seguinte.

O entendimento informado foi de que as regras relativas aos períodos de inscrição também se aplicam às transferências nacionais, sem permitir a exceção pretendida pelo clube argentino.

A decisão impediu que Rojo participasse do primeiro confronto da semifinal.

Estudiantes conseguiu autorização provisória para utilizar o jogador

Diante das negativas da Conmebol, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, conhecido internacionalmente como CAS ou TAS.

O clube argumentou que a ausência do jogador poderia provocar prejuízos esportivos importantes, especialmente durante uma etapa decisiva da Libertadores.

A equipe também enfrentava problemas na defesa, depois das suspensões de Leandro González Pirez e Tomás Palacios.

Em 21 de outubro, um dia antes do segundo confronto contra o Flamengo, o CAS concedeu uma medida cautelar autorizando provisoriamente a participação de Marcos Rojo.

A decisão levou em consideração a urgência do calendário esportivo e o interesse do atleta em disputar uma partida de grande importância.

Entretanto, o tribunal não julgou definitivamente a regularidade da inscrição.

A autorização foi concedida de maneira provisória, enquanto o mérito do processo permanece pendente.

Essa distinção é o principal ponto da disputa entre os clubes.

Decisão do CAS deixou aberta discussão sobre possíveis punições

O documento do CAS possui um detalhe considerado importante pela defesa do Flamengo.

Além de solicitar autorização para escalar Rojo, o Estudiantes também pediu que sua utilização não pudesse servir como fundamento para futuras sanções esportivas ou disciplinares.

Esse segundo pedido foi rejeitado.

O tribunal explicou que não seria adequado decidir antecipadamente sobre uma punição que ainda não havia sido aplicada e que poderia nem chegar a acontecer.

A decisão também indicou que Estudiantes e Marcos Rojo deveriam avaliar os riscos caso o julgamento definitivo não confirmasse a elegibilidade do jogador.

Isso significa que a medida cautelar permitiu a participação de Rojo, mas não resolveu definitivamente todas as questões relacionadas à sua inscrição.

Por outro lado, a rejeição do pedido de proteção contra punições não significa que o CAS tenha reconhecido a existência de irregularidade ou determinado qualquer sanção.

Essa diferença será fundamental para a análise do processo.

Flamengo apresentou reclamação dentro do prazo de 24 horas

O Flamengo sustenta que adotou medidas para preservar seus direitos antes mesmo da semifinal.

Segundo o clube, o Estudiantes incluiu a equipe brasileira como parte do procedimento apresentado ao CAS.

Por esse motivo, o Flamengo foi chamado a se manifestar em 16 de outubro.

Na resposta encaminhada em 21 de outubro, o departamento jurídico rubro-negro contestou a autorização provisória concedida ao defensor.

O clube também informou que, caso Rojo fosse utilizado, apresentaria uma reclamação formal por possível escalação irregular.

Após o confronto no Maracanã, a equipe brasileira protocolou a contestação na Conmebol dentro do prazo regulamentar de 24 horas.

A medida é importante porque o Código Disciplinar da Conmebol estabelece condições específicas para questionar a utilização de jogadores considerados inelegíveis.

Na manifestação divulgada em 24 de outubro, o Flamengo afirmou que busca garantir o cumprimento das regras da competição.

Conmebol pode aplicar derrota por 3 a 0?

Sim. O Código Disciplinar da Conmebol prevê a possibilidade de punição esportiva em situações de escalação indevida.

O artigo 24 do regulamento disciplinar de 2026 estabelece que, quando um jogador participa de uma partida oficial sem possuir condições regulamentares para atuar, sua equipe poderá ser punida com a determinação do resultado da partida.

No futebol de campo, a sanção pode estabelecer derrota por 3 a 0 para o clube responsável pela irregularidade.

O regulamento também prevê a possibilidade de outras sanções, conforme as circunstâncias e a avaliação dos órgãos disciplinares.

Entretanto, a aplicação da punição não é automática.

Será necessário determinar se Marcos Rojo efetivamente não possuía condições regulamentares para atuar e, principalmente, quais efeitos jurídicos decorrem da autorização provisória concedida pelo CAS.

Esse último ponto diferencia o episódio de outros casos de escalação irregular registrados anteriormente.

Flamengo usa casos de Santos e Chapecoense como precedentes

A equipe jurídica rubro-negra considera que existem precedentes na Libertadores que demonstram a possibilidade de alteração de resultados por utilização irregular de jogadores.

Entre os episódios mencionados estão:

  • Santos, em 2018: o clube recebeu punição pela escalação do uruguaio Carlos Sánchez, que possuía suspensão pendente, em confronto contra o Independiente.
  • Chapecoense, em 2017: a equipe perdeu pontos depois de utilizar o zagueiro Luiz Otávio em situação irregular.
  • Deportes Temuco, em 2018: o clube chileno também sofreu punição relacionada à utilização de atleta sem condições regulamentares.
  • Barcelona de Guayaquil, em 2019: recebeu punição esportiva por irregularidade na escalação de jogador.

O Flamengo considera que esses casos demonstram a necessidade de aplicar as regras de maneira uniforme.

Entretanto, existe uma diferença fundamental.

Nos precedentes citados, não havia necessariamente a mesma situação de um jogador utilizado com autorização provisória específica de um tribunal arbitral.

Essa particularidade poderá influenciar a interpretação jurídica sobre o caso Marcos Rojo.

Por que especialistas consideram difícil mudar a final?

A principal dificuldade para o Flamengo está justamente na decisão provisória do CAS.

Um advogado consultado pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, avaliou que a autorização concedida ao jogador produziu efeitos jurídicos válidos no momento da semifinal.

Por essa interpretação, Rojo estava autorizado a participar daquela partida, mesmo que posteriormente sua inscrição viesse a ser considerada irregular.

Nesse cenário, uma eventual decisão desfavorável poderia afetar partidas futuras, sem necessariamente modificar o resultado do confronto já realizado.

O especialista também destacou não conhecer precedente diretamente equivalente em que a escalação de um atleta respaldada por liminar tenha resultado posteriormente na perda dos pontos da partida.

O entendimento, entretanto, não é definitivo.

A análise dependerá da decisão do CAS e, se necessário, das instâncias disciplinares da Conmebol.

É importante esclarecer que opiniões de advogados e especialistas não substituem decisões oficiais dos tribunais.

Marcos Rojo pode ficar fora da final contra o Palmeiras?

Essa é outra possibilidade discutida nos bastidores da competição.

Caso a inscrição do defensor não seja considerada regular no julgamento definitivo, poderão surgir restrições à sua participação em partidas futuras.

Nesse cenário, o Estudiantes poderia manter a classificação conquistada em campo, mas enfrentar dificuldades para utilizar Rojo na decisão contra o Palmeiras.

A possibilidade foi levantada por especialistas e dirigentes consultados pela imprensa esportiva.

Entretanto, não existe confirmação de que Marcos Rojo esteja proibido de disputar a final, nem de que o Estudiantes tenha perdido sua vaga.

Tudo dependerá do andamento das decisões relacionadas à inscrição do jogador.

Técnico Leonardo Jardim acredita que Flamengo pode disputar a final

O treinador do Flamengo, Leonardo Jardim, comentou o assunto após a vitória rubro-negra por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, na segunda-feira (26).

Questionado sobre as chances de o clube voltar à disputa pelo título continental, o técnico afirmou acreditar nessa possibilidade.

Entretanto, evitou aprofundar a discussão e destacou que o caso está sendo conduzido pelo departamento jurídico.

A manifestação demonstra que o clube continua acompanhando o processo e considera possível uma mudança na situação.

O treinador, porém, não anunciou qualquer decisão favorável ao Flamengo.

Até agora, o resultado obtido em campo permanece válido.

Quem vai decidir o futuro da semifinal?

A controvérsia envolve duas instâncias esportivas com responsabilidades diferentes.

O primeiro ponto é a discussão no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) sobre a regularidade da inscrição de Marcos Rojo.

O processo permanece em andamento e ainda não possui uma data pública confirmada para o julgamento definitivo.

Caso a decisão indique alguma irregularidade, as consequências esportivas precisarão ser examinadas pelas instâncias competentes da Conmebol.

A entidade sul-americana possui órgãos disciplinares responsáveis por analisar eventuais infrações e aplicar as sanções previstas nas normas.

Isso significa que não cabe simplesmente à diretoria da Conmebol escolher qual clube participará da final.

A análise exige procedimentos jurídicos, avaliação dos documentos e respeito aos direitos das partes envolvidas.

O Flamengo solicitou que o caso seja resolvido antes da decisão da Libertadores.

Quando será a final da Libertadores 2026?

A final da Copa Libertadores está marcada para sábado, 28 de novembro de 2026, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.

Até o momento, o confronto definido pelos resultados obtidos em campo é entre:

  • Palmeiras: classificado após eliminar o Fluminense nos pênaltis.
  • Estudiantes: classificado após eliminar o Flamengo nos pênaltis.

O clube paulista já garantiu sua vaga por meio dos resultados esportivos.

A contestação apresentada pelo Flamengo envolve especificamente a classificação do Estudiantes.

Não há anúncio oficial de mudança dos participantes, da data ou do local da decisão.

Flamengo ainda tem chance de disputar a final?

A possibilidade existe no campo jurídico, mas depende de decisões que ainda não foram tomadas.

Para que o Flamengo consiga reverter sua eliminação, seria necessário que as instâncias competentes reconhecessem fundamentos suficientes para aplicar uma punição que modificasse o resultado da semifinal.

O principal obstáculo é o fato de Marcos Rojo ter atuado respaldado por uma autorização provisória do CAS.

Por outro lado, o Flamengo argumenta que a decisão não afastou a possibilidade de consequências disciplinares e que a Conmebol havia rejeitado anteriormente a inscrição do defensor.

Até esta terça-feira (27 de outubro), o Estudiantes permanece classificado para enfrentar o Palmeiras na final da Libertadores.

A reclamação do Flamengo está em análise, sem confirmação de punição ao clube argentino ou de alteração do resultado da semifinal.

O desfecho dependerá do julgamento sobre a elegibilidade de Marcos Rojo e dos possíveis efeitos jurídicos de sua participação no confronto.


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