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Giro da PF: tráfico de pessoas, fraude em benefícios e organização que movimentou R$ 500 milhões são alvos

Operações desta quinta-feira (5) atingem grupo suspeito de recrutar brasileiras para exploração sexual no exterior e esquema de fraude social; ação em sete estados investiga tráfico internacional de drogas e armas.

Por · · Atualizado: 05/11/2026 11:45
Polícia Federal deflagrou novas operações contra tráfico de pessoas, fraudes envolvendo recursos públicos, tráfico internacional de drogas e organizações criminosas.

A Polícia Federal abriu esta quinta-feira (5) com novas operações contra crimes de alcance interestadual e internacional. Uma das investigações mira um grupo suspeito de recrutar brasileiras para exploração sexual em Israel e outros países. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.

Outra ação deflagrada nesta manhã investiga o uso de documentos falsos e dados de terceiros para obtenção irregular de benefícios sociais. As operações se somam a uma grande ofensiva iniciada na quarta-feira (4) contra uma organização criminosa transnacional que, segundo a Receita Federal, teria movimentado mais de R$ 500 milhões.

Grupo é investigado por recrutar brasileiras para exploração sexual no exterior

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira resultou na prisão preventiva de uma mulher em Ananindeua, no Pará, apontada pela investigação como liderança de uma organização suspeita de tráfico de pessoas.

Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Ananindeua e outro em Goiânia.

Segundo informações da Polícia Federal reproduzidas pelo UOL, o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar brasileiras que posteriormente seriam levadas para Israel e outros países para exploração sexual. A estrutura também providenciaria deslocamento e hospedagem das vítimas.

A investigação brasileira começou após autoridades de Israel identificarem a atuação do mesmo grupo. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões, suspendeu as atividades de duas empresas e impôs medidas cautelares aos demais investigados.

Os suspeitos poderão responder, conforme a participação individual identificada, por crimes como organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.

Documentos falsos eram usados para obter benefícios sociais, aponta investigação

Também nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Peregrinus Ingratus, que apura um esquema de obtenção fraudulenta de benefícios sociais.

A investigação começou após a identificação de pagamentos indevidos em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, e posteriormente revelou indícios de atuação em outros estados.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Rio Grande, São José do Rio Preto, São Paulo, Guarulhos, Macaé e Goiânia.

A PF investiga o uso de documentos falsificados, informações pessoais de terceiros e cadastros ideologicamente falsos para receber recursos públicos. O material apreendido deverá ser analisado para identificar outras possíveis fraudes e participantes do esquema.

Operação em sete estados mira organização com movimentação superior a R$ 500 milhões

Uma das maiores ofensivas desta semana foi deflagrada na quarta-feira (4). A Operação Ifrit, conduzida pela Polícia Federal e Receita Federal, cumpriu 76 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão.

As medidas foram executadas em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis também tiveram o afastamento das funções determinado pela Justiça.

A investigação apura uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar no tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Há também suspeita da participação de agentes públicos.

Segundo a Receita Federal, a estrutura investigada apresentou movimentação financeira superior a R$ 500 milhões e possuía conexões com rotas utilizadas para enviar entorpecentes à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

Compra de livros didáticos com recursos do Fundeb entra na mira da PF

Na Bahia, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Caro Leitor, com 13 mandados de busca e apreensão.

A investigação analisa a compra de livros didáticos destinados à rede municipal de ensino de Serrinha.

Segundo a PF, foram identificados indícios de que materiais teriam sido contratados por valores significativamente superiores aos preços divulgados pela própria editora. Os recursos utilizados eram provenientes do Fundeb.

Também são investigados possível direcionamento da licitação, vínculos entre empresas participantes e movimentações financeiras consideradas suspeitas.


Fontes consultadas: Polícia Federal, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e informações da operação desta quinta-feira atribuídas diretamente à PF.


Tags: Polícia Federal, PF, Giro Federal, tráfico de pessoas, fraude em benefícios, Operação Ifrit, tráfico internacional, lavagem de dinheiro, Operação Caro Leitor, Fundeb, crime organizado


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