LUTO

Morre aos 30 anos Matheus Sabbá, ator de “O Último Azul” e diretor premiado; morte causa comoção no meio artístico

Morre Matheus Sabbá, ator e diretor amazonense, aos 30 anos. Artista atuou no filme O Último Azul e dirigiu óperas premiadas. Causa da morte não foi divulgada.

Por · · Atualizado: 30/10/2026 12:01
Matheus Sabbá morreu aos 30 anos - Foto: CNN Brasil

O teatro e o cinema brasileiro perderam um jovem talento. O ator e diretor teatral Matheus Domingues Sabbá morreu na quarta-feira (28 de outubro), aos 30 anos, provocando comoção entre artistas, familiares e instituições culturais de diferentes regiões do país.

Natural de Manaus, no Amazonas, Matheus construiu uma trajetória dedicada às artes cênicas, com trabalhos no teatro musical, na ópera e no cinema. Entre suas participações mais conhecidas está o filme O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro, além de produções apresentadas em importantes festivais brasileiros.

A morte foi confirmada na quinta-feira (29) pela Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) e lamentada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

A causa da morte não foi divulgada oficialmente até esta sexta-feira (30). Também não foram informadas as circunstâncias do falecimento.

O artista havia participado recentemente do Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc), onde dirigiu a montagem da ópera Onheama, inspirada na mitologia amazônica.

Secretaria de Cultura lamenta morte de Matheus Sabbá

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas publicou uma homenagem nas redes sociais, destacando a contribuição do ator para o desenvolvimento das artes cênicas.

Segundo o órgão, Matheus construiu uma trajetória marcada por talento e dedicação, tornando-se uma referência no teatro musical amazonense.

A secretaria também recordou sua participação em diferentes edições do Festival Amazonas de Ópera e em espetáculos natalinos promovidos pelo governo estadual.

A Federação de Teatro do Amazonas também manifestou pesar pela morte do artista.

A entidade destacou seu trabalho no fortalecimento da cena teatral local e a importância de sua atuação para o reconhecimento de produções amazonenses.

As homenagens foram acompanhadas por mensagens de amigos, colegas de profissão e admiradores que acompanharam sua carreira.

Quem era Matheus Sabbá?

Matheus Domingues Sabbá nasceu em 30 de março de 1996, em Manaus, e começou a construir sua carreira artística ainda jovem.

Ele se formou em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), instituição que contribuiu para sua formação profissional nas artes cênicas.

Ao longo da trajetória, participou de produções que reuniam atuação, música, dramaturgia e direção.

Seu trabalho esteve ligado principalmente ao teatro musical e à ópera, áreas nas quais conquistou reconhecimento regional e nacional.

Entre os espaços e eventos em que atuou estão:

  • Festival Amazonas de Ópera: participou de diferentes montagens e projetos artísticos.
  • Theatro Municipal de São Paulo: trabalhou em produções operísticas.
  • Theatro São Pedro: integrou projetos relacionados à cena lírica.
  • Festival Internacional de Música de Santa Catarina: participou de montagens como Madama Butterfly e Onheama.
  • Cinema brasileiro: integrou o elenco de O Último Azul, de Gabriel Mascaro.

A diversidade de trabalhos demonstrava sua atuação em diferentes funções, tanto diante do público quanto na preparação e direção dos espetáculos.

Diretor participou do filme O Último Azul

Além do reconhecimento nos palcos, Matheus Sabbá também teve participação no cinema.

O artista integrou o elenco do filme O Último Azul, dirigido pelo cineasta brasileiro Gabriel Mascaro.

A produção, que conta com nomes como Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, ganhou projeção internacional ao participar de festivais de cinema.

A história acompanha uma mulher idosa que decide desafiar o destino imposto a ela e embarca em uma jornada pela Amazônia.

O filme utiliza paisagens e elementos culturais da região para desenvolver uma narrativa sobre liberdade, envelhecimento e escolhas pessoais.

A participação de Matheus no longa representou uma das experiências de sua trajetória no audiovisual.

Seu trabalho no cinema acontecia paralelamente às atividades desenvolvidas no teatro e em festivais de música.

Matheus Sabbá dirigiu espetáculo premiado nacionalmente

Um dos projetos de maior reconhecimento em sua carreira foi o musical A Caixa Mágica do Natal.

A produção se destacou pela proposta de reunir música, teatro e elementos visuais em uma narrativa voltada ao público familiar.

O espetáculo recebeu reconhecimento em premiações nacionais, incluindo o Prêmio Cenym de Teatro e o Prêmio Brasil Musical.

A participação de Matheus na direção contribuiu para ampliar sua projeção no cenário das artes cênicas.

Além desse trabalho, ele esteve envolvido em diferentes produções relacionadas à ópera.

Entre elas estão Dessana, Dessana, de Adelson Santos, apresentada em 2018, e O Menino Maluquinho, ópera de Ernani Aguiar, apresentada em 2022.

Em 2023, também trabalhou como assistente na produção de Isolda.Tristão, de Clarice Assad, no Theatro Municipal de São Paulo.

Último grande trabalho foi uma ópera inspirada na Amazônia

Em janeiro de 2026, Matheus Sabbá assumiu a direção de cena da ópera Onheama, apresentada durante a 21ª edição do Festival Internacional de Música de Santa Catarina.

O evento aconteceu em Jaraguá do Sul, reunindo músicos, cantores e profissionais de diferentes regiões.

A produção, composta por João Guilherme Ripper, foi apresentada nos dias 23 e 24 de janeiro.

Inspirada na mitologia amazônica, a história aborda temas como ancestralidade, pertencimento, coragem e conexão com a natureza.

A narrativa acompanha Iporangaba, personagem que enfrenta desafios para proteger sua comunidade.

Na montagem dirigida por Sabbá, o protagonismo foi atribuído a uma jovem guerreira indígena.

A escolha artística buscou valorizar a força das mulheres amazônicas e a importância das narrativas tradicionais da região.

O espetáculo reuniu mais de 80 artistas em cena e teve duração aproximada de uma hora e vinte minutos.

Diretor do Femusc destaca talento do artista

A morte de Matheus também provocou manifestações entre os organizadores do Festival Internacional de Música de Santa Catarina.

O diretor artístico do evento, Alex Klein, destacou a criatividade, a dedicação e a capacidade de liderança do jovem diretor.

Segundo Klein, Matheus possuía uma imaginação marcante e demonstrava habilidade para envolver diferentes profissionais em suas propostas artísticas.

A organização do Femusc também publicou uma nota de pesar, recordando a contribuição do amazonense para importantes momentos do festival.

A relação de Matheus com o evento havia começado antes da direção de Onheama.

Em 2025, ele participou como assistente de direção da montagem de Madama Butterfly, uma das óperas mais conhecidas de Giacomo Puccini.

No ano seguinte, assumiu a responsabilidade pela direção cênica de uma das principais produções do festival.

Compositor de Onheama também homenageia Matheus

O compositor João Guilherme Ripper, responsável pela ópera Onheama, também lamentou a morte do diretor.

Ripper recordou que conheceu Matheus em 2014, durante a primeira apresentação da obra no Teatro Amazonas, em Manaus.

Naquela ocasião, o jovem participou do elenco como ator.

Anos depois, os dois voltaram a se encontrar profissionalmente quando Sabbá foi convidado para dirigir uma nova montagem da mesma ópera no Femusc.

A parceria representou um momento simbólico na carreira do artista, que passou de integrante do elenco original a responsável pela concepção cênica de uma nova produção.

Em sua homenagem, Ripper destacou o entusiasmo, a criatividade e a dedicação de Matheus às artes.

Artistas amazonenses prestam homenagens

A notícia do falecimento provocou manifestações de diferentes nomes ligados à cultura do Amazonas.

O ator Adanilo relembrou momentos de amizade e convivência com o diretor.

A cantora e compositora Cella também destacou a contribuição de Matheus para sua trajetória artística e para o desenvolvimento do teatro regional.

Outros artistas, incluindo Márcia Novo e Lucilene Castro, manifestaram tristeza pela perda.

Instituições como a Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e a Federação de Teatro do Amazonas também prestaram solidariedade aos familiares.

As homenagens mostram o alcance do trabalho desenvolvido por Matheus, que manteve vínculos com profissionais de diferentes áreas da cultura.

Qual foi a causa da morte de Matheus Sabbá?

Até a manhã desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, não havia confirmação pública sobre a causa da morte do ator e diretor.

As informações divulgadas pela Secretaria de Cultura do Amazonas, pela Federação de Teatro e pela imprensa confirmam o falecimento, mas não apresentam detalhes médicos ou sobre suas circunstâncias.

Por isso, não é possível afirmar que a morte tenha sido provocada por doença, acidente ou qualquer outra causa específica.

Também não foram divulgadas informações oficiais suficientes para estabelecer as condições em que o artista morreu.

A ausência desses detalhes deve ser respeitada, evitando especulações sobre a vida pessoal e a saúde do diretor.

Onde será o velório e sepultamento?

Segundo as informações divulgadas pela família e repercutidas pela imprensa, o sepultamento de Matheus Sabbá será realizado em Manaus, no Amazonas, sua cidade natal.

Até a última atualização das informações consultadas, os horários e o local exato da cerimônia ainda não haviam sido oficialmente detalhados.

A expectativa é que familiares, amigos e integrantes da comunidade artística possam prestar suas últimas homenagens ao diretor.

Novos detalhes poderão ser divulgados pelos responsáveis pela cerimônia.

Matheus Sabbá deixa legado no teatro brasileiro

A morte de Matheus Sabbá, aos 30 anos, interrompe uma trajetória marcada pelo envolvimento com o teatro musical, a ópera e o cinema.

Formado pela Universidade do Estado do Amazonas, ele participou de produções relevantes e levou elementos da cultura amazônica para importantes palcos brasileiros.

Seus trabalhos em Onheama, A Caixa Mágica do Natal e outras montagens demonstram a diversidade de sua atuação artística.

O reconhecimento de profissionais, instituições e festivais evidencia a importância de sua contribuição para a cena cultural.

Matheus Sabbá morreu aos 30 anos, deixando trabalhos premiados, participação no cinema nacional e uma trajetória de valorização da cultura amazônica.

A despedida provocou comoção entre pessoas que acompanharam sua carreira e profissionais que dividiram com ele os palcos e os bastidores das produções.


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O ator e diretor amazonense Matheus Sabbá morreu aos 30 anos, deixando trabalhos no teatro musical, na ópera e no cinema, incluindo participação no filme O Último Azul e a direção de Onheama

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