Cabelo

Rabo de cavalo apertado, como o de Haaland, pode causar queda de cabelo? Entenda

Prender o cabelo com muita força e frequência pode causar alopecia por tração, mas o problema é diferente da calvície genética mais comum.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
Haaland durante partida da Noruega.

O penteado de Erling Haaland, atacante da seleção da Noruega, voltou a chamar atenção durante a Copa do Mundo de 2026 e também levantou uma dúvida entre torcedores e internautas: prender o cabelo sempre muito apertado pode provocar queda dos fios?

A resposta é sim, mas não da forma como muita gente imagina. Segundo especialistas, penteados com tração constante, como rabo de cavalo muito puxado, coques firmes e tranças apertadas, podem levar a um quadro chamado alopecia por tração.

Esse problema acontece quando há força repetida sobre os fios e o couro cabeludo, causando dano mecânico nos folículos pilosos. Os primeiros sinais costumam incluir dor, sensibilidade, vermelhidão, quebra dos fios e afinamento gradual da linha frontal do cabelo, especialmente na testa e nas têmporas.

Quando identificado no início, o quadro costuma ser reversível. No entanto, se a tração for mantida por muito tempo, pode haver cicatrização do folículo e perda definitiva dos fios em determinadas áreas.

Alopecia por tração não é a mesma coisa que calvície genética

Apesar de ambas levarem à queda de cabelo, a alopecia por tração é diferente da chamada alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície genética.

Na alopecia por tração, a principal causa é externa: o hábito de prender o cabelo de forma repetida e muito apertada. Já a calvície genética está ligada à predisposição hereditária e à sensibilidade dos folículos a hormônios como a DHT, substância derivada da testosterona.

Na prática, isso significa que uma pessoa pode sofrer queda de cabelo por tração mesmo sem tendência à calvície genética. Da mesma forma, alguém com predisposição hereditária pode desenvolver afinamento capilar independentemente do penteado que usa.

Como a calvície genética age nos fios

Na alopecia androgenética, os folículos sensíveis à DHT passam por um processo chamado miniaturização. Com isso, os fios nascem cada vez mais finos, curtos e menos visíveis ao longo do tempo.

Esse processo costuma ser gradual e não depende necessariamente de alterações hormonais detectadas em exames. Em muitos casos, o fator decisivo é a herança genética, que pode vir tanto do lado materno quanto do lado paterno da família.

Por isso, a simples presença do hormônio no organismo não significa, sozinha, que a pessoa ficará calva. O que pesa é a sensibilidade genética do folículo à ação hormonal.

Mitos sobre queda de cabelo ainda confundem muita gente

A discussão em torno do penteado de Haaland também reacendeu dúvidas comuns sobre queda de cabelo. Especialistas lembram que muitos mitos continuam circulando, como a ideia de que usar boné provoca calvície, lavar o cabelo todos os dias aumenta a queda ou raspar a cabeça faz o fio crescer mais forte.

Essas afirmações não têm comprovação científica para a calvície genética. Em geral, hábitos como secador muito quente, química excessiva ou tração constante podem enfraquecer os fios ou favorecer quedas temporárias, mas não são a causa direta da calvície hereditária.

Quando procurar ajuda médica

Quem percebe afinamento progressivo, falhas, quebra excessiva ou sensibilidade no couro cabeludo deve procurar avaliação com dermatologista. O diagnóstico correto é importante para diferenciar alopecia por tração, calvície genética, dermatites e outras causas de queda capilar.

Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de preservar os folículos e evitar perda definitiva dos fios.


Fonte:

g1

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