Saúde

Sarampo avança em SP: casos sobem para 23 e governo envia 230 mil doses após falta em postos

São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo em 2026. Governo enviou 230 mil novas doses da vacina após falta registrada em postos; veja quem deve se vacinar.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
São Paulo chegou a 23 casos confirmados de sarampo e reforçou a distribuição da vacina tríplice viral. Foto: Imagem ilustrativa

O número de casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo subiu para 23, acendendo um novo alerta das autoridades de saúde. Sete novas infecções foram identificadas em poucos dias, todas na capital paulista.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), 16 dos 23 pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Até o início da semana, o estado contabilizava 16 casos. Com as novas confirmações, São Paulo passou a registrar 20 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Dos 23 casos confirmados, dois são considerados importados. Os demais estão relacionados à importação do vírus, embora a origem exata da infecção ainda não tenha sido identificada pelas autoridades de saúde.

Falta de vacina foi registrada em postos

O crescimento dos casos aumentou a procura pela vacina tríplice viral e algumas unidades de saúde da capital chegaram a ficar temporariamente sem doses disponíveis.

Na tarde de quinta-feira (6), 39 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade de São Paulo apareciam sem o imunizante disponível, segundo informações apresentadas na plataforma municipal De Olho na Fila.

A Secretaria Estadual da Saúde afirmou, porém, que os municípios estavam abastecidos e informou o envio de um novo lote de vacinas.

Foram destinadas 150 mil doses adicionais para a capital paulista e outras 80 mil para São Bernardo do Campo, totalizando 230 mil novas doses da tríplice viral.

De acordo com a SES-SP, o armazenamento e o remanejamento dos imunizantes entre as unidades de saúde são de responsabilidade dos municípios.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?

Diante da circulação do vírus, a estratégia de vacinação foi ampliada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, a recomendação é vacinar pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico anterior de vacinação durante a estratégia especial adotada pelas autoridades de saúde.

Para os bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, a aplicação é chamada de “dose zero”.

Essa dose adicional não substitui as vacinas previstas posteriormente no Calendário Nacional de Vacinação.

A vacinação ampliada faz parte da estratégia adotada para interromper a cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.

Cobertura vacinal preocupa autoridades

Outro dado chama a atenção. Informações preliminares da Secretaria Estadual da Saúde indicam que a cobertura da primeira dose da tríplice viral em São Paulo está em aproximadamente 77,5%, enquanto a segunda dose apresenta cobertura de cerca de 65,5%.

Os números permanecem abaixo da meta de 95% estabelecida para a vacinação contra o sarampo.

A tríplice viral protege contra três doenças:

  • sarampo;
  • caxumba;
  • rubéola.

A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Sarampo é altamente transmissível

O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus e possui alta capacidade de transmissão.

O contágio ocorre principalmente pelo ar, por secreções eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.

Entre os principais sintomas estão:

  • febre;
  • manchas vermelhas pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar.

A doença também pode provocar complicações, principalmente entre crianças pequenas e pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Entre as complicações possíveis estão pneumonia, infecções de ouvido e encefalite.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar orientação de um serviço de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas até receber avaliação adequada.

Brasil mantém status de país livre da circulação endêmica

O Brasil recuperou, em 2024, a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo.

A confirmação de casos importados ou relacionados a casos vindos do exterior não significa, isoladamente, que o país tenha perdido essa condição.

No entanto, autoridades reforçam que a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no território nacional.


Fonte: G1, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Ministério da Saúde


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