O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir novamente a taxa Selic, que passou de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi aprovado por unanimidade e representa a quinta redução consecutiva dos juros básicos.
A Selic permaneceu em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026. Desde então, o Banco Central iniciou um ciclo de redução gradual da taxa em meio à desaceleração de alguns indicadores de inflação e atividade econômica.
Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,32%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,22%. A meta perseguida pelo Banco Central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Apesar da redução, o Copom indicou que o cenário exige cautela. Entre os fatores considerados estão as incertezas no ambiente internacional, os conflitos no Oriente Médio e possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre preços, especialmente de alimentos.
O que a Selic menor muda?
A Selic funciona como referência para os juros da economia brasileira. Em termos gerais, reduções da taxa básica podem contribuir gradualmente para diminuir o custo do crédito, estimular consumo e investimentos e reduzir a remuneração de determinadas aplicações de renda fixa. O efeito efetivo para famílias e empresas, porém, depende também dos spreads bancários, do risco das operações e das condições de cada instituição financeira.
Segundo o Boletim Focus citado pela Agência Brasil, instituições financeiras consultadas pelo Banco Central projetavam inflação de 4,9% para 2026 e crescimento de 1,89% do Produto Interno Bruto no ano.
Fonte: Agência Brasil / Banco Central
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