Educação básica

Senado aprova educação financeira no currículo escolar; proposta volta à Câmara

Projeto prevê que conteúdos sobre finanças, impostos, previdência e seguros sejam trabalhados de forma transversal nos ensinos fundamental e médio. Como o texto foi alterado pelo Senado, ainda precisa passar por nova análise dos deputados.

· Atualizado: 26/07/2026 07:23
Proposta prevê que educação financeira seja abordada em disciplinas já existentes.

O Senado Federal aprovou a inclusão da educação financeira como tema transversal nos currículos dos ensinos fundamental e médio. A proposta busca ampliar o contato dos estudantes com assuntos relacionados ao uso consciente do dinheiro, planejamento financeiro, consumo e prevenção do endividamento.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2.979/2023, apresentado pela deputada Any Ortiz. O texto foi aprovado pelos senadores na forma de um substitutivo elaborado pela senadora Teresa Leitão. Como houve alterações, a matéria retornará à Câmara dos Deputados antes de poder seguir para sanção presidencial.

Educação financeira não será uma disciplina separada

Pela proposta, a educação financeira deverá ser trabalhada dentro de matérias que já fazem parte da grade escolar, como matemática, história e geografia.

Na matemática, por exemplo, os alunos poderão aprender sobre juros, porcentagens, orçamento e organização das despesas. Em outras disciplinas, o tema poderá abordar consumo, desigualdade, formação econômica e consequências sociais do endividamento.

Cada escola terá autonomia para definir como os conteúdos serão inseridos em seu projeto pedagógico, considerando a realidade da comunidade e evitando a criação de uma nova disciplina que aumente a carga de aulas.

Tema já aparece na Base Nacional Comum Curricular

A educação financeira já faz parte das orientações da Base Nacional Comum Curricular desde 2017. O projeto aprovado pelo Senado pretende incluir o tema diretamente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Com a alteração na legislação, a abordagem deixaria de depender apenas de orientações pedagógicas e passaria a ter uma previsão legal mais estruturada para as redes de ensino.

Proposta inclui educação fiscal e previdenciária

O texto aprovado também ampliou o conteúdo originalmente apresentado. Além da educação financeira, o poder público deverá promover conhecimentos relacionados à educação fiscal, previdenciária e securitária.

A intenção é que os estudantes compreendam temas como a função dos impostos, o financiamento de serviços públicos, o funcionamento da Previdência Social e a finalidade dos seguros.

Projeto ainda não está valendo

A aprovação no Senado não significa que as novas regras já estejam em vigor. Como os senadores modificaram o projeto, a Câmara dos Deputados deverá analisar novamente o texto.

Os deputados poderão aprovar as alterações, rejeitar partes do substitutivo ou retomar trechos da versão anterior. Somente depois da conclusão da votação no Congresso a proposta poderá ser encaminhada para sanção ou veto presidencial.


Fonte

Agência Brasil e Agência Senado.



Tags

educação financeira, currículo escolar, escolas, ensino fundamental, ensino médio, Senado Federal, educação fiscal, finanças pessoais, projeto de lei

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