Imagens captadas por satélites meteorológicos registraram a impressionante estrutura do supertufão Dolphin, considerado um dos ciclones tropicais mais intensos observados no planeta em 2026.
O sistema ganhou força rapidamente sobre as águas quentes do Pacífico Oeste e formou um olho amplo, bem definido e praticamente circular, cercado por uma densa massa de nuvens.
Segundo informações divulgadas pela MetSul Meteorologia, o Joint Typhoon Warning Center classificou o Dolphin como um supertufão nesta quinta-feira (30). Naquele momento, o ciclone apresentava ventos sustentados de até 240 km/h e pressão mínima estimada em 935 hectopascais.
O fenômeno avançava sobre o oceano em direção noroeste e provocava ondas com mais de 12 metros de altura. Apesar da intensidade, o centro da tempestade permanecia distante de grandes áreas habitadas.
Águas muito quentes alimentam o ciclone
Um dos principais fatores responsáveis pelo fortalecimento do Dolphin é a elevada temperatura da superfície do mar. Em alguns pontos da trajetória do ciclone, a água estava próxima dos 32 °C.
O calor armazenado no oceano funciona como combustível para as tempestades, permitindo que o sistema mantenha nuvens profundas e uma circulação altamente organizada.
O baixo cisalhamento do vento — diferença na velocidade ou direção do vento em diferentes altitudes — também contribui para preservar a estrutura vertical do ciclone e favorecer sua intensificação.
Rajadas podem chegar a 288 km/h
A Agência Meteorológica do Japão projetava que o Dolphin continuaria ganhando força enquanto avançasse em direção às proximidades das ilhas Ogasawara e Minami-Torishima, ao sul do arquipélago japonês.
A pressão central poderia cair para aproximadamente 905 hectopascais, enquanto as rajadas poderiam atingir até 288 km/h, intensidade considerada extremamente perigosa.
Embora o ciclone não tenha relação direta com o clima do Brasil, sua circulação também pode reforçar a monção de sudoeste e aumentar as chuvas em partes das Filipinas. Serviços meteorológicos acompanham a trajetória e a evolução do sistema sobre o Pacífico.
Fonte: MetSul Meteorologia