Tratamento do diabetes

SUS começa a oferecer insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos

Medicamento de ação prolongada será destinado a pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A substituição da insulina depende de avaliação clínica e prescrição médica.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
Oferta da insulina glargina será ampliada gradualmente nas unidades de saúde.

O Sistema Único de Saúde iniciou a oferta nacional da insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos em tratamento contra o diabetes. A distribuição está sendo realizada gradualmente pelo Ministério da Saúde nas Unidades Básicas de Saúde de todo o país.

O novo medicamento será disponibilizado para pacientes de 2 a 18 anos incompletos diagnosticados com diabetes tipo 1. Também serão atendidas pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2.

A inclusão não significa que todos os pacientes desses grupos terão a medicação trocada automaticamente. A transição da insulina NPH para a glargina dependerá de avaliação clínica realizada pela equipe de saúde e de prescrição médica.

Qual é a diferença da insulina glargina?

A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada. Na maioria dos casos, ela pode ser aplicada uma vez por dia, enquanto outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento favorece um controle mais estável da glicemia e pode reduzir o risco de episódios de hipoglicemia. A menor quantidade de aplicações também pode facilitar a adesão e a continuidade do tratamento.

Como solicitar o medicamento pelo SUS?

O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com uma receita médica devidamente emitida e carimbada.

No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores poderão solicitar a avaliação para a substituição da insulina NPH pela glargina. Uma equipe multiprofissional analisará o quadro clínico e verificará se a mudança é indicada para aquele paciente.

O tratamento em andamento não deve ser interrompido nem modificado sem orientação da equipe responsável pelo acompanhamento.

Pacientes receberão caneta reutilizável

Além da insulina glargina, os pacientes atendidos receberão uma caneta reutilizável para aplicação, com validade prevista de três anos, e as agulhas necessárias para administrar o medicamento.

As equipes das unidades de saúde também deverão orientar os usuários sobre a técnica correta de aplicação, o uso da caneta e o armazenamento da insulina.

Distribuição ocorre gradualmente

Até 13 de julho, o Ministério da Saúde havia enviado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis.

A previsão informada pelo governo é que todas as unidades da Federação recebam os medicamentos e insumos até o final de julho. A chegada efetiva às unidades de saúde pode variar conforme a logística de cada estado e município.

Produção nacional

A ampliação da oferta é resultado de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo. O modelo permite a transferência de tecnologia e a produção nacional do medicamento, com o objetivo de reforçar os estoques e reduzir a dependência de fornecedores externos.


Fonte

Agência Brasil e Ministério da Saúde.


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SUS, insulina glargina, diabetes, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, insulina NPH, Ministério da Saúde, Unidade Básica de Saúde, tratamento gratuito

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