Celso Portiolli

Caso envolvendo rã no Domingo Legal pode ter perícia; entenda disputa na Justiça

Ministério Público defendeu perícia veterinária em ação envolvendo Celso Portiolli e o SBT. Entidades apontam supostos maus-tratos, enquanto apresentador nega as acusações.

Por · · Atualizado: 09/10/2026 21:10
Ação envolvendo Celso Portiolli e o SBT pode ter perícia veterinária para analisar episódio exibido no Domingo Legal. | Foto: Reprodução/SBT

Uma ação civil pública envolvendo Celso Portiolli e o SBT ganhou um novo capítulo na Justiça de São Paulo. O processo surgiu após a participação de uma rã em uma dinâmica exibida no programa Domingo Legal e poderá passar por uma perícia médico-veterinária.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou favoravelmente à realização da perícia, argumentando que a principal controvérsia do processo envolve uma questão técnica e que existem pareceres veterinários com conclusões divergentes apresentados pelas partes.

O que aconteceu no programa

A ação foi apresentada por entidades ligadas à proteção animal depois que uma rã foi utilizada em uma dinâmica do Domingo Legal.

As entidades autoras alegam que o animal teria sido submetido a estresse intenso, manuseio inadequado e exposição excessiva a luz e som durante a atração.

Essas alegações ainda são discutidas judicialmente e não representam uma conclusão definitiva de que houve maus-tratos.

Uma decisão liminar já havia estabelecido restrições ao SBT relacionadas ao uso de animais em atrações e fixado multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da determinação.

Ministério Público defende perícia

Em agosto, a Justiça pediu que as partes informassem se aceitavam que o processo fosse julgado com as provas existentes ou se pretendiam produzir novos elementos.

Celso Portiolli e o SBT defenderam que o processo já teria provas suficientes para julgamento.

O Instituto Thais Viotto, uma das partes autoras, solicitou novos depoimentos, a oitiva dos veterinários responsáveis pelos pareceres técnicos e também a realização de uma perícia.

Na manifestação apresentada em 25 de agosto, o promotor Gustavo Albano Dias da Silva considerou adequada a produção de uma perícia judicial médico-veterinária feita por profissional nomeado pelo tribunal.

Segundo o Ministério Público, uma análise técnica independente poderia ajudar a esclarecer as divergências existentes entre os pareceres apresentados no processo.

O promotor, por outro lado, considerou desnecessários os depoimentos pessoais de Portiolli, representantes da emissora e profissionais veterinários, destacando que o episódio está registrado em material audiovisual.

O que diz Celso Portiolli

Em sua defesa, apresentada anteriormente no processo, Celso Portiolli negou ter praticado crueldade ou violência contra o animal.

O apresentador sustentou que a participação da rã foi breve e afirmou que as alegações de sofrimento e estresse seriam excessivas. Também argumentou que não existem exames clínicos realizados diretamente no animal que comprovem lesão ou dano.

A defesa também questionou um dos pareceres veterinários apresentados pelas entidades, alegando que as conclusões foram baseadas na análise de imagens e vídeos, sem exame presencial da rã. Portiolli pediu ainda para ser excluído da ação, argumentando que sua função teria sido apenas apresentar a atração.

O que acontece agora

A realização da perícia ainda depende de decisão judicial.

Segundo o Metrópoles, caberá à juíza responsável pelo caso decidir se será nomeado um perito e quais provas serão produzidas antes do julgamento definitivo.

A ação pede, entre outras medidas, eventual indenização por danos morais coletivos, retratação pública e restrições relacionadas a práticas que as entidades classificam como maus-tratos. Esses pedidos também permanecem sujeitos à decisão da Justiça.


FONTE: Metrópoles / Coluna Fábia Oliveira


TAGS: Celso Portiolli, SBT, Domingo Legal, Justiça, maus-tratos animais, proteção animal, rã, televisão, entretenimento, processo


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