Uma decisão liminar da Justiça de São Paulo determinou que o filho de 10 anos da advogada Karina Kufa permaneça provisoriamente sob os cuidados do pai. A medida foi adotada após o casamento da advogada com o empresário Thiago Brennand, que cumpre pena em uma unidade prisional no interior paulista.
A determinação foi emitida pela 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo. Por se tratar de uma decisão liminar, a mudança tem caráter provisório e ainda poderá ser revista durante o andamento do processo.
O caso tramita sob segredo de justiça para preservar a intimidade e o melhor interesse da criança. Por esse motivo, detalhes sobre os argumentos, provas e avaliações apresentados no processo não foram divulgados integralmente.
A criança estava com o pai e deveria retornar para a residência da mãe na quarta-feira, 15 de julho. Com a nova decisão, ela continuará provisoriamente sob os cuidados paternos.
Pai afirma que medida busca proteger o filho
O pai da criança, o advogado Amilton Augusto da Silva Júnior, declarou que adotou as medidas jurídicas que considerava necessárias para proteger o desenvolvimento e o bem-estar do filho.
Ele afirmou que não apresentaria mais informações sobre o processo em respeito ao sigilo judicial e à preservação da criança.
Segundo informações divulgadas sobre a decisão, o magistrado considerou a gravidade das acusações e condenações envolvendo Thiago Brennand ao analisar o pedido de alteração provisória da guarda.
Karina Kufa diz que recorrerá
Karina Kufa afirmou que recorrerá da decisão e declarou que continua confiando na Justiça. A advogada também se definiu como uma mãe dedicada e disse acreditar que será alvo de ataques após o casamento.
Kufa atua na defesa de Brennand em processos criminais. Os dois formalizaram a união no início de julho de 2026, em um cartório de Potim, cidade onde está localizada a unidade prisional na qual o empresário cumpre pena.
Brennand foi representado no casamento por procuração, enquanto a advogada compareceu pessoalmente para assinar a documentação.
Decisão ainda pode ser modificada
A concessão da guarda provisória não representa uma decisão definitiva sobre a responsabilidade pela criança.
Durante o processo, a Justiça poderá analisar documentos, manifestações dos responsáveis e eventuais avaliações técnicas. O critério central em ações desse tipo é o melhor interesse da criança, independentemente dos conflitos existentes entre os adultos envolvidos.
Como a ação está protegida por segredo de justiça, não é possível conhecer todos os elementos considerados pelo magistrado. A defesa de Karina Kufa poderá apresentar recurso para tentar reverter ou modificar a liminar.
Fonte
G1, Metrópoles e Tribunal de Justiça de São Paulo.
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