O jornalismo brasileiro perdeu um profissional que construiu uma carreira de quase duas décadas na comunicação. Eduardo Sotto Mayor da Silva, ex-repórter da Record e ex-âncora da Rádio CBN, morreu aos 36 anos na quarta-feira (28 de outubro), em São Paulo, depois de permanecer hospitalizado por quase dois meses.
O jornalista estava internado desde 4 de setembro, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. Apesar dos cuidados médicos, seu quadro evoluiu para morte encefálica.
Após a confirmação da morte, a família autorizou a doação de seus órgãos, decisão que também ganhou destaque nas manifestações de despedida.
Eduardo deixa o marido, Marco Antônio, familiares e amigos. Sua trajetória profissional incluiu televisão, rádio, comunicação universitária e projetos corporativos.
Jornalista estava internado desde setembro
Segundo as informações divulgadas pela família e repercutidas pela imprensa, Eduardo sofreu um AVC hemorrágico no início de setembro.
Esse tipo de acidente vascular cerebral ocorre quando há rompimento de um vaso sanguíneo, provocando sangramento no cérebro ou em regiões próximas.
A condição pode causar lesões graves e exige atendimento médico imediato.
Eduardo permaneceu sob tratamento hospitalar durante quase dois meses.
Entretanto, o quadro evoluiu para morte encefálica, confirmada em outubro.
A morte encefálica corresponde à perda completa e irreversível das funções do encéfalo, diagnosticada mediante critérios médicos rigorosos previstos na legislação brasileira.
Após essa confirmação, os familiares autorizaram a doação dos órgãos.
Não foram divulgados detalhes sobre quais órgãos foram destinados à doação ou quantos transplantes poderão ser realizados.
Eduardo Sotto Mayor trabalhou na Record e na CBN
O jornalista acumulava aproximadamente 18 anos de experiência profissional.
Durante sua carreira, atuou como repórter e produtor na TV Record, em cidades do interior paulista.
Também trabalhou na Rádio CBN de São Carlos, onde exerceu a função de âncora.
Essas experiências contribuíram para sua formação nas diferentes linguagens do jornalismo, incluindo produção de reportagens, entrevistas e apresentação de notícias.
Eduardo também desenvolveu atividades de assessoria de imprensa e comunicação institucional.
Sua trajetória foi especialmente ligada à região de São Carlos, no interior de São Paulo.
Profissional passou mais de dez anos na UFSCar
Uma parte importante de sua carreira foi construída na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Durante mais de uma década, Eduardo integrou a equipe responsável pela comunicação institucional da universidade.
Seu trabalho envolveu a divulgação de pesquisas científicas, a produção de conteúdos jornalísticos e o relacionamento entre pesquisadores e veículos de imprensa.
Também participou da comunicação de projetos acadêmicos e iniciativas desenvolvidas pela instituição.
Na Rádio UFSCar FM, assumiu a coordenação do setor de jornalismo, contribuindo para a organização editorial e o desenvolvimento de pautas.
Essa experiência ampliou sua atuação na comunicação científica e na divulgação de informações de interesse público.
Jornalista também trabalhou em projetos de tecnologia
Nos últimos anos, Eduardo passou a atuar na comunicação corporativa.
Na empresa CDI Comunicação, desenvolveu trabalhos de produção de textos, discursos e roteiros executivos.
Entre as iniciativas mencionadas em sua trajetória estavam projetos ligados ao Google Cloud, voltados à comunicação sobre tecnologia e inovação.
O profissional atuava na preparação de conteúdos que transformavam assuntos técnicos em mensagens destinadas a públicos mais amplos.
Essa habilidade marcou sua passagem por diferentes áreas da comunicação.
Ao longo dos anos, Eduardo combinou atividades jornalísticas tradicionais com projetos institucionais e corporativos.
Família autorizou doação de órgãos
Um dos aspectos destacados após a confirmação da morte foi a decisão dos familiares de autorizar a doação de órgãos.
A medida permite que órgãos e tecidos elegíveis sejam destinados a pacientes que aguardam transplantes, conforme avaliação médica e critérios do sistema nacional.
No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização familiar, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
O procedimento também exige a confirmação da morte encefálica e a análise das condições clínicas.
No caso de Eduardo, a decisão foi divulgada como parte das informações compartilhadas após seu falecimento.
Não foram apresentados detalhes sobre os procedimentos de captação e transplante.
Despedidas foram programadas em três cidades paulistas
A família divulgou uma programação de despedida para esta sexta-feira (30).
As homenagens foram organizadas com apoio do Grupo Sinsef.
O primeiro velório foi marcado para Taquaritinga, no Velório Cristo Rei, das 14h às 16h.
Uma segunda cerimônia foi programada para São Carlos, no Memorial Sinsef, das 18h às 20h.
Depois das homenagens, o corpo seria encaminhado para Piracicaba, onde estava prevista a cremação.
A programação foi divulgada para permitir que familiares, amigos e colegas prestassem suas últimas homenagens.
Quais são os sintomas de um AVC hemorrágico?
O acidente vascular cerebral hemorrágico é uma emergência médica que exige atendimento rápido.
Os sintomas podem surgir repentinamente e variar conforme a região cerebral afetada.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo.
- Dificuldade súbita para falar ou compreender palavras.
- Assimetria facial.
- Perda repentina da visão ou alterações visuais importantes.
- Dor de cabeça súbita e muito intensa.
- Tontura, desequilíbrio ou dificuldade para caminhar.
- Alterações do nível de consciência.
A presença desses sintomas exige atendimento de emergência.
No Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.
Não é recomendável aguardar que os sintomas desapareçam, pois o atendimento rápido pode ser determinante para reduzir complicações.
Morte provoca manifestações de pesar
A notícia da morte de Eduardo repercutiu entre pessoas que acompanharam sua carreira na imprensa e na comunicação institucional.
Sua passagem por televisão, rádio, universidade e empresas de comunicação demonstrou a diversidade de experiências que reuniu ao longo de 18 anos.
A decisão familiar pela doação de órgãos também chamou atenção no noticiário.
Eduardo Sotto Mayor morreu aos 36 anos, após quase dois meses de internação provocada por um AVC hemorrágico, deixando uma trajetória profissional ligada ao jornalismo e à divulgação de conhecimento.
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