O cartão de crédito pode devolver parte do dinheiro gasto, ajudar a emitir passagens e organizar compras maiores. Mas basta entrar no rotativo para os juros consumirem rapidamente qualquer vantagem de milhas, pontos ou cashback.
A regra principal é simples: benefício só é benefício quando a fatura cabe no orçamento e é paga integralmente. Gastar mais apenas para acumular pontos inverte essa lógica.
Milhas ou cashback: o que combina com você?
Milhas tendem a fazer mais sentido para quem viaja com frequência, conhece os programas de fidelidade, acompanha promoções de transferência e consegue planejar resgates com antecedência.
Cashback costuma ser mais direto para quem prefere reduzir despesas do dia a dia. Parte do valor gasto retorna como dinheiro, saldo ou crédito, conforme as regras de cada emissor.
Antes de escolher, compare o retorno real com a anuidade. Um cartão que rende muitos pontos pode sair caro quando a taxa anual supera o valor das recompensas utilizadas.
Sete atitudes para o cartão trabalhar a seu favor
Faça a conta do retorno
Se um cartão devolve 1% e a compra custa R$ 1 mil, o retorno é de R$ 10. Uma oferta de R$ 30 de desconto no Pix vale mais naquele momento. Nas milhas, a comparação exige calcular quantos pontos serão gerados e quanto custaria o resgate pretendido.
Também vale revisar proteção contra fraude, facilidade de bloqueio pelo aplicativo e qualidade do atendimento. Esses recursos podem ser mais úteis do que uma diferença pequena na pontuação.
Dados do Banco Central mostram que o crédito rotativo permanece entre as modalidades mais caras do mercado. Por isso, quem não consegue pagar o total da fatura deve priorizar a reorganização da dívida, não o acúmulo de recompensas.
Fontes consultadas: CNN Brasil e Banco Central do Brasil.