A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), medicamento utilizado contra o câncer de mama triplo-negativo, um subtipo considerado agressivo da doença.
A mudança amplia as possibilidades de utilização do medicamento já na primeira linha de tratamento para determinados pacientes adultos com doença irressecável, localmente avançada ou metastática. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União.
Quais foram as novas indicações?
A Anvisa aprovou duas novas possibilidades de tratamento.
Uma delas permite utilizar o sacituzumabe govitecana em combinação com pembrolizumabe no tratamento de primeira linha de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo irressecável, localmente avançado ou metastático quando o tumor apresenta expressão de PD-L1 com CPS igual ou superior a 10.
A segunda indicação permite utilizar o Trodelvy isoladamente, como monoterapia, também na primeira linha, em pacientes com doença irressecável, localmente avançada ou metastática que não sejam candidatos ao tratamento com medicamentos inibidores de PD-1 ou PD-L1.
Como o medicamento atua?
O sacituzumabe govitecana pertence à classe dos chamados conjugados anticorpo-fármaco, conhecidos pela sigla ADC.
O medicamento reconhece e se liga à proteína Trop-2 presente na superfície de determinadas células cancerígenas. A partir dessa ligação, o agente quimioterápico é liberado diretamente nas células-alvo.
Câncer triplo-negativo exige atenção
O câncer de mama triplo-negativo recebe esse nome porque as células tumorais não apresentam três marcadores utilizados em outras formas da doença: receptores de estrogênio, progesterona e HER2.
Esse subtipo está associado a comportamento mais agressivo e a um número mais limitado de opções terapêuticas, especialmente quando a doença já está localmente avançada ou apresenta metástase.
De acordo com a Anvisa, a progressão clínica pode ser rápida nesses casos, tornando importante a disponibilidade de alternativas eficazes desde as fases iniciais do tratamento da doença avançada.
A aprovação de uma nova indicação, porém, não significa que o medicamento seja adequado para todas as pacientes. A definição do tratamento depende das características do tumor, do estágio da doença e da avaliação individual da equipe médica.
Fonte: Agência Brasil e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
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