O dólar encerrou esta quinta-feira em queda frente ao real, refletindo um dia de maior apetite por risco nos mercados internacionais. A moeda americana caiu 1,37% e fechou cotada a R$ 5,1010.
Na Bolsa brasileira, o movimento foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,71% e terminou o pregão aos 171.497 pontos.
O desempenho dos ativos foi influenciado por sinais de possível trégua no Oriente Médio. A perspectiva de redução das tensões geopolíticas trouxe alívio aos investidores e diminuiu a pressão sobre commodities, especialmente o petróleo.
Com menor temor de agravamento do conflito, os preços internacionais do petróleo recuaram. O barril do Brent, usado como referência global, caiu 2,92%, para US$ 90,38. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, teve queda de 2,6%, encerrando cotado a US$ 87,71 por barril.
A queda do petróleo ajudou a melhorar o humor dos mercados, já que uma escalada no preço da commodity poderia aumentar pressões inflacionárias em diferentes países. Nesse cenário, investidores buscaram ativos de maior risco, favorecendo moedas de países emergentes e bolsas de valores.
No Brasil, o real se beneficiou desse ambiente externo mais favorável. Já a Bolsa acompanhou o movimento positivo global, com investidores atentos aos desdobramentos internacionais e aos impactos sobre juros, inflação e crescimento econômico.
Apesar do alívio no pregão, analistas seguem monitorando o cenário externo, especialmente os próximos passos relacionados ao conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre energia, câmbio e mercados financeiros.