Caneta Emagrecedora

Golpe da caneta emagrecedora: veja 5 sinais para não cair em fraude

Criminosos usam sites falsos, anúncios e mensagens em aplicativos para vender supostas canetas emagrecedoras em nome da Anvisa; agência alerta que não vende medicamentos nem solicita pagamentos.

· Atualizado: 22/07/2026 14:53
Golpistas usam falsas ofertas de canetas emagrecedoras para enganar consumidores — Foto: Reprodução

A alta procura por medicamentos para emagrecimento tem sido explorada por criminosos em golpes na internet. Sites falsos, anúncios patrocinados, mensagens em aplicativos e e-mails são usados para convencer consumidores de que estão comprando uma caneta emagrecedora legítima.

Nesse tipo de fraude, golpistas usam indevidamente o nome e até elementos visuais associados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, para dar aparência de credibilidade às ofertas.

A Anvisa, no entanto, reforça que não vende medicamentos, não intermedeia compras e não solicita pagamentos por Pix, depósito bancário ou qualquer outra forma de transferência feita por pessoas físicas.

Como funciona o golpe da caneta emagrecedora

O golpe ocorre quando criminosos simulam uma venda regularizada de medicamentos para emagrecimento. O consumidor pode ser direcionado para uma página falsa, que imita sites oficiais ou usa linguagem institucional para parecer confiável.

Também são comuns anúncios em redes sociais e mensagens por WhatsApp ou e-mail oferecendo produtos com preços muito baixos, promessas de entrega rápida e suposta autorização da Anvisa.

Em alguns casos, fraudadores ainda entram em contato se passando por servidores públicos e pedem dinheiro para “agilizar” processos administrativos. Segundo a agência, esse pagamento não tem qualquer relação com a Anvisa e não interfere na análise ou aprovação de produtos.

5 sinais de alerta para identificar a fraude

O consumidor deve desconfiar quando encontrar:

  1. Preços muito abaixo do mercado
  2. Ofertas com descontos exagerados podem indicar produto falso, desvio ilegal ou golpe financeiro.
  3. Promessa de venda “pela Anvisa”
  4. A agência não comercializa medicamentos nem autoriza vendas diretas ao consumidor em seu nome.
  5. Pedido de Pix ou depósito para pessoa física
  6. Solicitações de pagamento para contas pessoais são um forte indício de fraude.
  7. Links enviados por WhatsApp, redes sociais ou e-mails desconhecidos
  8. Mensagens com urgência, promoção limitada ou promessa de aprovação oficial devem ser verificadas antes de qualquer clique.
  9. Sites que dizem representar a Anvisa, mas não usam domínio oficial
  10. Páginas oficiais do governo federal utilizam o domínio gov.br. Endereços diferentes devem ser tratados com cautela.

Como comprar com mais segurança

Quem pretende comprar medicamentos para emagrecimento deve procurar apenas estabelecimentos autorizados e desconfiar de ofertas fora do padrão do mercado.

Também é importante confirmar informações nos canais oficiais antes de clicar em links, nunca fazer pagamentos em nome da Anvisa e evitar compras por páginas desconhecidas ou anúncios sem procedência clara.

Além do prejuízo financeiro, há risco à saúde. Produtos falsificados, sem registro, adulterados ou armazenados de forma inadequada podem causar efeitos graves e não devem ser usados sem orientação médica.

O que fazer se cair no golpe

Caso tenha feito pagamento ou identificado uma tentativa de fraude, a recomendação é interromper o contato com os suspeitos e guardar comprovantes, mensagens, links, prints e demais evidências.

Também é possível denunciar a publicação na plataforma onde ela apareceu e registrar o caso no Fala.BR, canal oficial do governo federal usado para manifestações e denúncias relacionadas a órgãos públicos.

Se houve transferência de dinheiro, o consumidor deve avisar imediatamente o banco ou instituição financeira para verificar se ainda há possibilidade de bloqueio, contestação ou outras medidas de segurança.

Fonte: Terra/SaúdeLAB.

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