Hábitos aparentemente comuns na rotina podem ter impacto direto na saúde ao longo dos anos. Embora fatores como idade, genética e acesso a atendimento médico também influenciem a longevidade, comportamentos repetidos diariamente estão entre os pontos que mais pesam no risco de desenvolver doenças crônicas.
Uma publicação sobre longevidade do StarsInsider destacou hábitos associados a menor expectativa de vida, com alerta para a diferença entre associação e causa direta. A ciência costuma apontar padrões de risco: alguns comportamentos aumentam comprovadamente a chance de doenças, enquanto outros aparecem ligados a problemas de saúde em estudos observacionais.
Entre os principais fatores estão o sedentarismo, o tabagismo, o consumo de álcool, a alimentação inadequada e a falta de sono. A Organização Mundial da Saúde afirma que pessoas insuficientemente ativas têm risco de morte de 20% a 30% maior em comparação com pessoas fisicamente ativas.
No Brasil, o Ministério da Saúde também trata esses comportamentos como fatores de risco modificáveis para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias crônicas. Isso significa que parte do risco pode ser reduzida com mudanças de comportamento e políticas de prevenção.
O tabagismo segue como um dos hábitos mais perigosos. Segundo a OMS, o tabaco está ligado a mais de 7 milhões de mortes por ano no mundo e é fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer informa que o tabagismo tem relação com vários tipos de câncer e é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão.
O consumo nocivo de álcool também aparece entre os pontos de atenção. Relatório divulgado pela Organização Pan-Americana da Saúde, com base em dados da OMS, apontou que 2,6 milhões de mortes por ano foram atribuídas ao consumo de álcool, o equivalente a 4,7% de todas as mortes.
Outro comportamento frequentemente negligenciado é dormir pouco ou dormir mal. O CDC, órgão de saúde dos Estados Unidos, aponta que o sono insuficiente está associado a maior risco de ansiedade, depressão, obesidade, doenças cardíacas, lesões e outros problemas graves.
Especialistas reforçam que não é necessário transformar a rotina de uma só vez. Pequenas mudanças, como caminhar mais, reduzir o tempo sentado, melhorar a qualidade da alimentação, diminuir bebidas alcoólicas, abandonar o cigarro e manter horários regulares de sono, podem ajudar na prevenção de doenças e na melhora da qualidade de vida.
A recomendação é procurar orientação médica quando houver fatores de risco, sintomas persistentes ou dificuldade para mudar hábitos como tabagismo, consumo de álcool ou compulsão alimentar. A prevenção, segundo autoridades de saúde, continua sendo uma das formas mais eficazes de proteger a saúde no longo prazo.
fonte: portal msn