Injeção HIV

Injeção contra o HIV pode chegar ao SUS ainda em 2026; aplicação ocorre a cada dois meses

Ministério da Saúde pretende avaliar a inclusão do cabotegravir no SUS. Medicamento injetável de prevenção ao HIV é aplicado a cada dois meses.

· Atualizado: 28/07/2026 10:11
Medicamento injetável pode ampliar a prevenção ao HIV no SUS. Imagem ilustrativa.

O Sistema Único de Saúde poderá oferecer ainda em 2026 uma nova alternativa de prevenção ao HIV. O medicamento avaliado é o cabotegravir, uma forma injetável de profilaxia pré-exposição, conhecida como PrEP.

A medicação impede a replicação do vírus de maneira prolongada e pode ser aplicada a cada dois meses, reduzindo a necessidade de tomar comprimidos diariamente. O produto não é uma vacina ou cura para o HIV, mas uma estratégia de prevenção destinada a pessoas expostas ao risco de infecção.

O Ministério da Saúde pretende encaminhar o pedido de incorporação para a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, a Conitec.

A comissão deverá avaliar fatores como eficácia, segurança, impacto financeiro e custo-benefício. Após a recomendação da Conitec, a decisão final sobre a oferta do medicamento ficará a cargo do Ministério da Saúde.

Negociação do preço

O governo brasileiro também negocia com a farmacêutica responsável pelo cabotegravir o valor das doses e a quantidade que poderá ser adquirida. Portanto, a entrada do medicamento no SUS ainda não está confirmada.

Atualmente, o SUS oferece a PrEP em comprimidos, que deve ser tomada diariamente para manter a proteção. Mais de 350 mil pessoas já tiveram acesso à modalidade oral no país.

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz com cerca de 1,4 mil participantes mostrou que 83% preferiram a aplicação injetável. Além disso, 94% compareceram aos serviços de saúde dentro do prazo correto para receber as doses.


Fonte: Agência Brasil e Ministério da Saúde.

Compartilhar:

Mais Vistas