Canetas Emagrecedoras

Ministério da Saúde inicia uso de canetas emagrecedoras pelo SUS em projeto-piloto

Ministério da Saúde iniciou projeto-piloto com semaglutida pelo SUS para 250 pacientes com obesidade grave acompanhados em hospital federal de Porto Alegre.

Por · · Atualizado: 13/08/2026 14:24
Projeto-piloto do SUS usa semaglutida em pacientes com obesidade grave.

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (26), em Porto Alegre, um projeto-piloto para uso de semaglutida em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é o princípio ativo de uma das chamadas canetas emagrecedoras.

A iniciativa será realizada no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), hospital federal localizado no Rio Grande do Sul, e deve acompanhar 250 pacientes com obesidade grave ou obesidade associada a comorbidades. O estudo recebeu o nome de Real-Bari.

Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é avaliar a efetividade, a segurança, o impacto clínico e o custo do uso de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade dentro da realidade do SUS.

Quem será atendido pelo projeto

O projeto-piloto será voltado a pacientes que já são acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição e têm indicação para cirurgia bariátrica. A proposta é observar se o uso da semaglutida pode contribuir para a perda de peso, melhorar condições clínicas e apoiar o tratamento de pessoas com obesidade grave.

De acordo com o ministério, os participantes precisam ter diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e comprovar falha no tratamento clínico convencional, como dieta estruturada e atividade física regular, por no mínimo dois meses.

Também é necessário que o paciente tenha capacidade de compreender e realizar a autoaplicação do medicamento ou conte com o auxílio de um cuidador para fazer o procedimento.

Estudo terá acompanhamento por dois anos

Durante dois anos, os pacientes serão acompanhados por equipes médicas especializadas. Entre os indicadores analisados estarão perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames clínicos, condições após procedimentos cirúrgicos e custos do tratamento.

O Ministério da Saúde afirma que a pesquisa deve gerar dados nacionais para orientar futuras decisões sobre o tratamento da obesidade grave no sistema público.

Atualmente, medicamentos à base de semaglutida e liraglutida ainda não estão incorporados de forma ampla ao SUS. A eventual inclusão desse tipo de tecnologia depende de análise técnica, científica e orçamentária pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Primeiro paciente recebeu aplicação em Porto Alegre

O primeiro paciente a receber a semaglutida pelo projeto-piloto foi um motorista de aplicativo de 39 anos, que aguardava atendimento na fila do SUS para tratamento da obesidade. A aplicação marcou o início oficial do estudo em hospital federal.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo o ministério, o uso controlado da terapia poderá ajudar o país a avaliar com mais segurança o papel das canetas emagrecedoras no atendimento público.

Obesidade no SUS

O cuidado à pessoa com obesidade começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com acompanhamento nutricional, incentivo à atividade física, suporte psicológico e atuação de equipes multiprofissionais.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade no ano passado, crescimento de 57% em relação a 2022.

A pasta também informou que mantém ações preventivas, como programas de promoção da atividade física e orientações alimentares baseadas em evidências científicas.

Mais informações oficiais podem ser consultadas no portal do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude


Fonte:

Ministério da Saúde

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