Energia renovável

Painéis solares flutuantes são projetados para resistir a ondas de até 3,5 metros

Tecnologia BRIZO, desenvolvida pela norueguesa Fred. Olsen 1848, recebeu verificação técnica da DNV e pode ampliar o uso de energia solar flutuante em lagos, áreas costeiras e ambientes com ondas mais fortes.

· Atualizado: 26/07/2026 00:42
Tecnologia solar flutuante pode ampliar geração de energia renovável em áreas com ondas e pouco espaço em terra.

A energia solar flutuante pode ganhar novos espaços nos próximos anos com o avanço de tecnologias capazes de operar em ambientes mais desafiadores. A norueguesa Fred. Olsen 1848 anunciou que seu sistema BRIZO recebeu verificação técnica independente da DNV, empresa especializada em certificação, gestão de risco e análise técnica para o setor de energia.

O diferencial da tecnologia está na capacidade de resistir a condições mais expostas do que os sistemas solares flutuantes convencionais. Segundo a empresa, o BRIZO foi projetado com uma estrutura flexível de cabos, malha e tensionamento, permitindo operação em locais com ondas de até 3,5 metros de altura significativa.

Atualmente, grande parte dos projetos de energia solar flutuante é instalada em reservatórios, lagos e áreas de água calma. Essa limitação reduz o número de locais disponíveis para novas usinas, especialmente em regiões onde há pouco espaço em terra ou forte disputa pelo uso do solo.

Com a nova solução, a expectativa é ampliar o mercado para áreas interiores sujeitas a ondas e ambientes próximos à costa. A proposta é permitir que usinas solares sejam instaladas em locais onde modelos tradicionais teriam dificuldades técnicas ou operacionais.

A avaliação da DNV analisou aspectos como metodologia de projeto, comportamento estrutural, testes físicos em modelo reduzido e cargas hidrodinâmicas provocadas pela água. A verificação não significa que a tecnologia já esteja presente em larga escala, mas representa um passo importante para reduzir riscos e aumentar a confiança de investidores e desenvolvedores.

Para a DNV, a energia solar flutuante entra em uma nova fase, em que o setor precisa ir além de águas protegidas para ganhar escala. Tecnologias mais robustas podem ser importantes em países com pouca área livre para grandes parques solares ou com redes elétricas pressionadas pela alta demanda.

O avanço também ocorre em um momento de crescimento global da energia solar. À medida que a geração fotovoltaica se expande, desafios como disponibilidade de terrenos, licenciamento ambiental, conexão à rede e conflitos de uso do solo tornam alternativas flutuantes cada vez mais atraentes.

A Fred. Olsen 1848 afirma que a verificação técnica fortalece a viabilidade comercial do BRIZO e pode ajudar o sistema a avançar para novos projetos. A tendência é que a tecnologia passe por novas etapas de validação antes de ser adotada em larga escala.

Se conseguir cumprir o desempenho prometido em projetos reais, o sistema poderá abrir caminho para uma nova geração de usinas solares flutuantes, capazes de operar não apenas em águas calmas, mas também em áreas sujeitas a ondas e condições ambientais mais severas.


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