O Brasil poderá ampliar as opções de prevenção contra o HIV com a incorporação de uma versão injetável da profilaxia pré-exposição, conhecida como PrEP.
A proposta será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde em agosto.
A tecnologia em avaliação é administrada a cada dois meses e pode beneficiar pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso diário dos comprimidos atualmente oferecidos pelo SUS.
A PrEP é indicada para pessoas que não vivem com HIV, mas que podem estar mais expostas ao risco de infecção. O medicamento deve ser utilizado com acompanhamento de uma equipe de saúde.
Desde que a versão oral passou a ser oferecida pelo sistema público, aproximadamente 356 mil pessoas iniciaram o uso da profilaxia no Brasil.
A possível incorporação não significa abandono de outras formas de prevenção. O SUS continuará oferecendo preservativos, testagem rápida, autoteste, profilaxia pós-exposição e acompanhamento médico.
A decisão deverá considerar evidências científicas, segurança, custo, capacidade de distribuição e impacto para a saúde pública. A inclusão no SUS ainda não está confirmada e dependerá da conclusão da avaliação técnica.